Quinta-feira - 16:14 - Policial é investigado por agarrar ativista pelos seios em protesto na Espanha. Veja Abaixo

13 de abril de 2023 · AM · Notícias em Geral

Um agente da polícia de Madri, na Espanha, passou a ser investigado por agarrar uma ativista do grupo Femen pelos seios quando realizava sua detenção.

O caso ocorreu no dia 20 de novembro do ano passado, quando três ativistas do grupo chegaram à Plaza de Oriente de Madri, tiram os casacos e mostram os seios, em protesto contra uma concentração naquele ponto da capital em homenagem ao ditador Francisco Franco.

Os membros da Polícia Nacional interceptam os manifestantes após alguns segundos. No momento da detenção, um dos agentes agarra uma delas por trás e “aperta seus seios com as duas mãos”, como capturou um fotógrafo, segundo a denúncia apresentada a um tribunal de Madri, que convocou o policial para testemunhar na próxima quinta-feira pelo crime de abuso sexual.

“É a primeira vez na história do Femen Spain que uma ativista denuncia um policial por abuso sexual durante a detenção”, explica Endika Zulueta, advogada do grupo. “Até aquele dia, elas nunca haviam sofrido abuso durante as prisões nos múltiplos atos que protagonizaram, o último às portas do Senado.”


“É a primeira vez na história do Femen Spain que uma ativista denuncia um policial por abuso sexual durante a detenção”, explica Endika Zulueta, advogada do grupo. “Até aquele dia, elas nunca haviam sofrido abuso durante as prisões nos múltiplos atos que protagonizaram, o último às portas do Senado.”

 

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A reunião de grupos franquistas na Plaza de Oriente no dia 20 de novembro, em homenagem a Francisco Franco, falecido naquele dia em 1975, ocorre há anos.

No ano passado, porém, ativistas do Femen fizeram uma manifestação em repúdio ao ditador. Em 2022, segundo a denúncia, a ação “simbólica e pacífica” consistiu “em gritar [a proclamação] ‘ao fascismo, nem honra, nem glória’, e, por ser um sinal de identidade desse grupo, usam o corpo, manifestando nele suas reivindicações”.

“Esta ação se repete há vários anos no mesmo local e sempre foi interceptada pela Polícia”, diz a denúncia, que acrescenta: “É óbvio que este ano a Polícia antecipou a ação e estava disposta a abortá-la desde o começo”.

Na ocasião, as três mulheres foram liberadas após serem identificadas pela Polícia. Alguns dias depois, a mulher assediada apresentou uma denúncia contra o agente, que o Tribunal de Instrução de Madri admitiu para tramitação apenas em 19 de janeiro deste ano.

Em seguida, o magistrado convocou os envolvidos para se manifestarem. O juiz marcou para esta quarta-feira os interrogatórios da ativista do Femen e do fotógrafo da Efe, e, para esta quinta-feira, o do agente.

Com informações do Jornal O GLOBO.