Quinta-feira - 20:14 - Saiba quem é o segundo suspeito da morte de Jeff Machado. Veja Abaixo

01 de junho de 2023 · WM · Notícias em Geral

De acordo com depoimentos, Jeander Vinícius da Silva Braga era garoto de programa, conhecido de Bruno e tinha ator como cliente

 

Jeander Vinícius da Silva Braga, de 29 anos, é apontado pela Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA) como o segundo suspeito de matar o ator Jeff Machado, em janeiro deste ano. À polícia, ele contou ser padeiro e não ter trabalho com carteira assinada. Por isso, fazia "bicos" com obras e programas. O produtor de TV Bruno Rodrigues — primeiro suspeito — teria o conhecido por meio de um aplicativo de relacionamento há quase dois anos e o teria contratado.

 


Em depoimento, Jeander afirmou que cobra entre R$ 150 e R$ 200 reais por programa, dependendo do cliente. Ele também disse ser casado e que espera o sexto filho. Apesar de não fazer muitas publicações, ele tem três perfis diferentes no Instagram. Juntas, as três contas somam 16 fotos publicadas, a maioria selfies. No dia 25 de abril, ele postou a última foto do seu perfil, com a legenda “mó paz”.

Jeander teria conhecido Jeff há cerca de um ano no mesmo aplicativo no qual se relacionou com Bruno. Amigos em comum, ele conta em depoimento à polícia que, do final de 2021 e ao longo de 2022, os três passaram a se envolver em trio.

À polícia, Jeander também revelou ser usuário de maconha e álcool, mas, no depoimento de Jorge Augusto, que o namorou e o conhecia a mais de 10 anos, afirma que o suspeito era alcoólatra e viciado em cocaína. Jorge, a pedido dele e de Bruno, abrigou os oito Setters em seu terreiro por três dias, acreditando que Jeff Machado estava viajando e não poderia cuidar dos cães.

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Segundo as investigações, ele e o produtor Bruno Rodrigues premeditaram a morte de Jeff. Jeander era amigo de Bruno, apontado no inquérito como mandante do crime. Eles se conheciam há muitos anos e costumavam participar de encontros juntos. A polícia confirma que ambos planejaram o golpe financeiro, bem como a morte do ator.

Suspensão de processo

 

Jeander Vinícius teve um processo por roubo de celular suspenso, de forma condicional, no dia 25 de abril, quase três meses após a morte de Jeff Machado. A investigação do desaparecimento já estava em andamento.

A audiência de abril tratava do processo de roubo de telefone que ocorreu em junho de 2019, quando ele foi preso em flagrante no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Em depoimento à polícia, a vítima relatou que, após ser roubada, gritou “pega ladrão”, e pessoas que passavam no local conseguiram impedir a fuga. Ele ficou preso durante quatro meses.

No mês passado — dia 25 de abril—, ele conseguiu um acordo com a Justiça. Na decisão, a juíza ressaltou que Jeander era réu primário e tinha bons antecedentes. Uma das condições para a suspensão era de que ele precisava comparecer bimestralmente, até o dia 10 de cada mês, para informar e justificar suas atividades. Ele também não poderia sair da Comarca de sua residência por mais de quinze dias sem autorização prévia.

Na decisão, a juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza diz que a suspensão pode ser revogada se Jeander for processado por qualquer crime, ou for preso, ou processado por contravenção.

Entenda o caso

 

Jeff foi asfixiado com um fio de metal, na própria casa, em Guaratiba, colocado em um baú e transportado para uma casa alugada em Campo Grande, também na Zona Oeste. A polícia acredita que Jeander Vinícius cavou o buraco onde o baú, com o corpo do ator Jeff Machado, foi concretado. Já Bruno é apontado como o autor do assassinato. Ele teria asfixiado a vítima com um fio de metal.

Segundo as investigações Bruno teria matado Jeff, após aplicar um golpe por motivos financeiros. A polícia identificou que Bruno conheceu Jeff no período da pandemia e que já naquela época pediu R$ 20 mil ao ator sob a promessa de um papel em novela. Os dois são acusados pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O inquérito ainda não foi concluído.

A delegada responsável pelo caso, Elen Souto, pediu a prisão temporária de ambos. Agora, a polícia aguarda o Ministério Público do Rio (MPRJ) avaliar as provas e encaminhar o pedido para a Justiça autorizar a emissão dos mandados.