Sexta-feira - 11:46 - Lula reclama de ‘ameaças’ da União Europeia ao Mercosul para conclusão de acordo. Veja Abaixo

23 de junho de 2023 · AM · Notícias em Geral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (23) as exigências impostas pela União Europeia ao Mercosul para a conclusão de um acordo comercial entre os blocos. Segundo o chefe do Executivo, os europeus fazem “ameaças” aos sul-americanos e é fundamental que haja uma negociação mais justa entre as partes.

“Os acordos comerciais têm que ser mais justos. Eu estou doido para fazer um acordo com a União Europeia. Mas não é possível, a carta adicional que foi feita pela União Europeia não permite que se faça um acordo”, disse o presidente.

“Nós vamos fazer a resposta, e vamos mandar a resposta, mas é preciso que a gente comece a discutir. Não é possível que nós temos uma parceira estratégica, e haja uma carta adicional que faça ameaça a um parceiro estratégico”, completou Lula.

As declarações dele ocorreram durante a Cúpula sobre Novo Pacto de Financiamento Global, em Paris, na França. Lula fez o discurso ao lado do presidente da França, Emmanuel Macron, que organizou o evento. O francês, inclusive, tem sido um dos mais resistentes à conclusão do acordo.

 

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Carta adicional da União Europeia
A carta adicional citada por Lula foi enviada pela União Europeia ao Mercosul em março deste ano, e no documento os europeus exigiram mais compromissos ambientais por parte de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai para finalizar o tratado. Além disso, o texto formulado pela União Europeia impõe sanções em caso de descumprimento de metas, mas só para o lado sul-americano.

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro prepara uma resposta às novas exigências e deve discutir o tema no fim deste mês com os demais países do Mercosul. Os sul-americanos querem evitar que sejam estabelecidas punições que não estão previstas nem em acordos sobre o clima que União Europeia e Mercosul já assinaram.

Além disso, o Brasil não quer mudanças nas regras de compras públicas. Lula tem defendido que o governo não pode ser impedido de fazer licitações com empresas nacionais. Segundo o presidente, ao adquirir produtos do próprio país, o governo incentiva a indústria local. De acordo com ele, se o Brasil for obrigado a comprar do exterior, isso seria o fim de pequenos e médios empreendimentos.

 

Fonte: R7