Quinta-feira - 23:28 - "Não sabem o que já fiz em cima dessa mesa", teria dito juiz suspeito de assédio sexual e agressões. Veja Abaixo
Depoimentos indicam rotina de tapas no rosto, ameaças e agressões com livros; magistrado de MG e assessor estão afastados
Os autores seriam o juiz Ather Aguiar, da Vara da Fazenda Pública e Autarquias, e um assessor identificado como T.C.D.O. Ambos são investigados e foram afastados dos cargos nesta quarta-feira (28).
Nos relatos, as denunciantes relatam rotina de tapas no rosto, agressão com livros, ameaças, perseguição, insinuações sexuais, exibição de conteúdo pornográfico e rituais de iniciação no gabinete com exposição a situações embaraçosas. Uma ex-estagiária contou que o assessor a amarrou em uma cadeira ao retrucá-lo em um comentário. Aguiar teria sido conivente com a situação.
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"A partir de depoimentos prestados por servidoras e colaboradoras do referido juízo à ilustrada Direção do Foro da comarca de Divinópolis, eis que configuradoras, em tese, de assédio moral e sexual, além de violência física e de gênero", indicou relatório da Justiça sobre o caso.
O advogado Sânzio Baioneta Nogueira, representante do juiz, informou que os esclarecimentos vão ser apresentados durante a investigação instaurada, "considerando que o feito tramita sob sigilo e em respeito aos envolvidos na apuração". A reportagem tenta contato com a defesa do assessor.
Segundo o TJMG, foi dado aos investigados prazo para a defesa em relação à abertura do processo disciplinar contra eles. "O processo, que é sigiloso, seguirá sob o rito do contraditório e da ampla defesa", destacou o órgão.
Fonte: R7