Terça-feira - 10:17 - Operação no RJ prende 4 suspeitos de forjar laudos para cultivo de maconha. Veja Abaixo
A Polícia Civil do RJ prendeu nesta terça-feira (11) quatro pessoas na Operação Seeds, contra um esquema de emissão de falsos laudos médicos para o cultivo de maconha em casa.
A Lei Antidrogas do Brasil proíbe que se plante maconha em casa, mas é possível obter na Justiça uma autorização para a produção e para o consumo da cannabis para fins terapêuticos.
Segundo as investigações da 14ª DP (Leblon), a quadrilha produzia pareceres indicando que “pacientes” precisariam desse uso medicinal da planta, mas o objetivo era vender a droga para lucrar — e não havia qualquer enfermidade nos “clientes”.
Presos
- Adolfo Antônio Pires, médico: apontado como o autor dos laudos falsos.
- André Vicente Souza de Freitas, biólogo: mantinha a página “Pink e Cérebro Growers” numa rede social.
- Patrick da Rosa Barreto, advogado: responsável, segundo as investigações, pelas petições na Justiça.
- Pérola Katarine de Castro, mulher de Adolfo: cuidava da parte financeira do esquema.
‘Pacote’

A quadrilha oferecia um “pacotão” para conseguir uma plantação particular de skunk — um tipo mais potente de maconha. Entre os serviços, estavam a emissão do parecer, a entrada com o habeas corpus no Judiciário e até a estrutura para plantar as mudas. O bando cobrava até R$ 50 mil pelo esquema.
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“Recebemos denúncias de pessoas que foram presas por tráfico de drogas e que procuraram os serviços do médico Adolfo para contratar a confecção de laudos médicos ideologicamente falsos”, afirmou a delegada Camila Lourenço.
Uma das petições dizia que o “paciente” sofria de dor crônica ciática — “condição que lhe causava oscilação de humor, falta de apetite, falta de concentração e dores fortes no ciático que não lhe permitem movimentos temporariamente”.
Um levantamento na Justiça Federal no Rio de Janeiro encontrou 13 petições assinadas por Patrick para o cultivo da cannabis.
“Para a confecção do laudo, segundo o depoimento das testemunhas, cobraram R$ 5 mil, mais R$ 15 mil para impetração do habeas corpus. Além disso, o médico também dava os insumos necessários ao início do cultivo — sementes, fertilizantes, lâmpadas de LED”, descreveu Camila.
Ainda segundo a delegada, o bando também extraía óleo de cannabidiol e vendia nas redes sociais.
Todos vão responder por extorsão, associação ao tráfico de drogas e falsidade ideológica.
Com informações do g1.