Delgatti Neto disse que concordou em assumir o grampo por se tratar de uma "proposta do presidente da República" que poderia pôr em xeque a credibilidade de Moraes com o objetivo de anular as eleições. O ex-presidente ainda teria pedido ao hacker que ele ficasse "tranquilo". "Caso um juiz mande te prender, eu mando prender o juiz", teria afirmado Bolsonaro.
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Ainda de acordo com o depoimento, o ex-presidente da República teria pedido ao hacker que fraudasse uma urna com o objetivo de pôr em dúvida o processo eleitoral perante a população. "A ideia era pegar uma urna emprestada da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], acredito. E pôr um aplicativo meu para mostrar à população que é possível apertar um voto e sair outro", disse o depoente.
Essa espécie de simulação serviria para levantar dúvida na população, já que, segundo Delgatti, invadir o código-fonte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é impossível por fora, posto que o sistema é offline, ou seja, sem conexão com a internet.
Nas redes sociais, o advogado do ex-presidente Fabio Wajngarten negou a existência do grampo ou "qualquer atividade ilegal". "Mente e mente", completou.
Fonte: R7