Sexta-feira - 18:06 - Entregador acusa Marcos Braz: “Caiu sobre minha virilha e me mordeu”. Veja Abaixo
Entregador que se envolveu em briga com Marcos Braz em shopping na Zona Oeste do Rio na última terça-feira, Leandro Campos concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira para dar sua versão a respeito do ocorrido.
– Eu estava passeando no shopping, eu trabalho ali. Sou entregador e trabalho de bicicleta. O vi dentro da loja e falei a seguinte palavra: “Marcos Braz, sai do Flamengo”. Virei as costas e saí andando em diagonal no shopping. Quando percebi que estava vindo atrás de mim foi porque a lojista gritou: “Menino, ele está indo atrás de você”. Ele estava vindo de punho cerrado, virei de frente para ele, dei um passo para trás, ele se desequilibrou e caiu. Puxou minhas pernas e foi o momento que caí também. Ele caiu sobre minha virilha, pegou e me mordeu.
Leandro garantiu não ter agredido o vice-presidente de futebol do Flamengo.
– Enquanto isso veio um amigo dele e começou a efetuar chutes na minha cabeça. Nesse momento os seguranças do shopping intervieram, o tiraram de cima de mim. A própria moça da loja o tirou de cima de mim também. Em nenhum momento eu o agredi.
O torcedor também negou as ameaças de morte citadas por Marcos Braz.
– As palavras exatas que falei foi “Marcos Braz, sai do Flamengo”. Falei exatamente isso, virei as costas e andei. Em nenhum momento fiz ameaças a ele ou à filha dele. Em nenhum momento. Sobre a mordida, eu sei que foi ele porque ele estava com a cabeça sobre a minha perna. Eu o vi mordendo. O amigo dele me chutou ainda. Se não fossem os seguranças, talvez fosse pior.
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O machucado no nariz dele foi provocado por agressões suas?
– Em nenhum momento o agredi, até porque não tinha como. O amigo dele estava me chutando.
Você falou “f…-se sua filha” para o Marcos Braz?
– Como eu disse, não falei isso. Só falei: “Marcos Braz, sai do Flamengo”. Essas foram as minhas únicas palavras. Em nenhum momento o xinguei.
Foi algo premeditado, como disse o Marcos Braz? Como você chegou ao local?
– Eu trabalho ali e rodo por ali. Passei por ali e o vi. Insatisfeito com o momento do clube, eu falei aquelas palavras que eu já disse.
Você é de torcida organizada?
– Não, não sou de nenhuma torcida organizada.
Se arrepende de algo?
– Não me arrependo porque não fiz nada demais. O agredido fui eu. O problema é que isso está gerando muitos problemas na minha vida, não estou indo trabalhar porque não dá. Estou até com receio de sair na rua para falar a verdade.
Você é vítima ou agressor?
– Sou vítima porque em nenhum momento o agredi verbalmente e nem fisicamente.
Mais uma pergunta sobre a origem do machucado no nariz de Marcos Braz
– Eu não sei. Sinceramente. Mas em nenhum momento eu desferi nenhum soco, chute ou nada nele. Isso as próprias testemunhas do shopping falaram isso.
Você viu a filha dele?
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– Não.
Em algum momento a filha dele aparece para entrar na loja para ficar junto com o Marcos Braz? O que aconteceu após a briga?
Como foi o exame de corpo de delito?
– Fui lá, mostrei a ferida, e a própria perita disse que constou uma mordida humana.
Mas você recebeu chutes?
– Fiquei tonto só no momento do shopping. No caso do chute, não deu problema nenhum.
O que você tem a dizer sobre o amigo dele?
– Estava com ele dentro da loja, vieram os dois correndo atrás de mim.
Você sofreu algum tipo de ameaça?
– Até o momento não, mas sabe como são as coisas. Não dá para sair na rua tranquilo com uma situação dessas.
Tinham outros torcedores?
– No momento que eu passei, eu estava sozinho.
Você sabia que outros dois torcedores já tinham ido lá?
– Não.
Como você descreve com detalhes a mordida?
– Ele caiu sobre minha virilha, pegou e mordeu. Simplesmente mordeu minha virilha porque ele viu que não ia dar para subir em cima de mim porque os seguranças já estavam começando a tirar.
Como aconteceu a queda de Marcos Braz?
– Quando ele caiu, caiu sobre a minha perna e aí foi o momento em que ele me puxou. Ele me puxou e veio para a minha filha. Aí veio o momento em que ele me mordeu.
Em algum momento houve tentativa do corpo jurídico do Flamengo de resolver essa questão sem precisar de boletim de ocorrência?
– Em nenhum momento do Flamengo ninguém me procurou para saber como eu estava.
Fonte: Portal Viu