Terça-feira - 11:55 - Família de Campos processa Unimed pela morte de idosa de 87 anos. Veja Abaixo
Parentes da idosa Maria José Francisco Santos, de 87 anos, acionaram a Unimed/Campos judicialmente pela morte da paciente, que ocorreu 6 de junho deste ano. Ao Campos 24 Horas, o advogado da família, Carlos Sampaio, informou que Maria José deu entrada no Hospital da Unimed para tratar uma pneumonia e ficou internada. Na véspera do dia previsto para ter alta, ela teria sofrido uma queda da cadeira de banho, batido com a cabeça no chão e sofrido traumatismo craniano, morrendo na unidade dias depois.
A família responsabiliza a Unimed pelo ocorrido, alegando negligência. “O enfermeiro a colocou na cadeira de banho e saiu. A cadeira quebrou e ela caiu pra frente, batendo com a cabeça. O próprio prontuário da paciente traz esta informação. E ainda assim, o corpo não passou por necropsia. Sequer foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), o que é um verdadeiro absurdo! O próprio médico da unidade foi quem assinou o laudo cadavérico. Ele também está sendo processado”, informou o advogado.
Após o incidente dentro do hospital, a situação clínica da paciente se agravou, chegando a ser encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e veio a Óbito.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE:
Já é Natal na Loja Tok Center em Itaperuna. Assista ao vídeo abaixo:
Sampaio narrou que no dia do incidente a família estava vibrando com a notícia da alta e arrumando os pertences da paciente para buscá-la no hospital no dia seguinte. “Foi um grande choque! Imagine que você tem um ente querido, já idoso, internado com um quadro de pneumonia, que já é grave. Recebe a notícia de que ele terá alta, porque o quadro está estabilizado. Horas depois, recebe outra notícia de que a paciente caiu e sofreu um traumatismo craniano no local onde ela deveria estar sendo cuidada, acompanhada e tendo sua segurança resguardada. É inadmissível!”, avaliou o advogado.
A equipe de reportagem acionou a assessoria de Comunicação da Unimed, questionando, dentre outras coisas, o porquê de, apesar do incidente ocorrido, o corpo não ter sido encaminhado para o IML, e se é normal o médico da unidade assinar o laudo cadavérico mesmo não se tratando de uma morte de causa natural. O hospital foi questionado ainda sobre como ocorreu o acidente com a paciente, se houve negligência e se a instituição prestou assistência à família, à época.
Fonte: Campos 24 Horas