Quinta-feira - 17:12 - Policiais civis presos por tráfico são investigados por venda de 29 fuzis apreendidos para facção rival. Veja Abaixo
Agentes teriam montado operação e recolhido as armas em resposta à falta de pagamento de propina para liberar criminoso
Os policiais civis presos por suspeita de tráfico de drogas, na manhã desta quinta-feira (19), no Rio de Janeiro, também são investigados por uma suposta venda de 29 fuzis apreendidos de criminosos do Complexo da Penha, na zona norte, para uma facção rival.As informações constam em um documento do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), com mais de 400 páginas, a que a Record TV Rio teve acesso.
De acordo com a investigação do MP, a venda dos fuzis teria ocorrido em resposta à falta de um pagamento de propina. Um traficante da maior organização criminosa que atua no estado foi preso e se comprometeu a pagar R$ 500 mil ao grupo de policiais para ser liberado.
Como o criminoso não quitou o valor integralmente, os agentes, que já tinham informações sobre um arsenal na Vila Cruzeiro, apreenderam 31 fuzis, durante a Operação Torniquete, em julho deste ano.
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Mas, na ocasião, apesar do grande número de armas recolhidas, a equipe do ex-chefe de investigação da DRFC (Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas) — preso hoje — apresentou apenas dois fuzis à Polícia Civil e à imprensa.
Ainda segundo as investigações, o grupo vendeu o armamento para uma facção rival como forma de vingança.
O caso chegou até a Polícia Federal por meio de um relatório da Corregedoria da Polícia Civil. Isso porque circulavam informações nos corredores da instituição sobre o suposto desvio das armas apreendidas, além da transferência do ex-chefe de investigação da DRFC para outra delegacia após a operação policial.
Policiais foram presos por escolta e liberação de 16 t de maconha
A PF prendeu quatro agentes e um advogado nesta quinta, na Operação Drake, em uma investigação sobre a escolta e a liberação de 16 toneladas de maconha para traficantes, que também pertencem à principal facção criminosa do estado.
De acordo com as investigações, duas viaturas da DRFC abordaram um caminhão carregado de maconha na divisa de São Paulo com o Rio de Janeiro, sendo que o veículo também era monitorado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal).
Durante o trajeto, os agentes escoltaram o caminhão até a Cidade da Polícia e chegaram a informar aos agentes da PRF de que o veículo estava apreendido e o motorista preso.
No entanto, a apuração revelou que os policiais civis, por intermédio de um advogado ligado aos traficantes, negociaram a liberação da carga e do condutor do veículo.
Após o pagamento de propina, três viaturas da delegacia escoltaram o caminhão com a droga até os acessos de Manguinhos, comunidade da zona norte, onde as 16 toneladas foram descarregadas pelos criminosos.
Informações obtidas pela Record TV revelaram que o caminhão e o motorista foram flagrados pela equipe da PRF em outro ponto do estado. Os agentes desconfiaram e encaminharam o veículo para perícia, que indicou a presença de estígios de droga no caminhão.
A PRF trocou informações com a PF. Durante as investigações sobre a apreensão das drogas, os policiais federais também foram informados sobre a venda de armas que envolve o mesmo grupo de policiais.
Em nota, a Polícia Civil informou que a Corregedoria da corporação apoiou a ação para o cumprimento das ordens judiciais e “está instaurando processos administrativo-disciplinares”.
Ainda segundo o comunicado, a Polícia Civil diz que “não compactua com nenhum tipo de desvio de conduta e atividade ilícita, reiterando seu compromisso de combate ao crime em defesa da sociedade”.
Fonte: R7/ Bruna Oliveira e Bernardo Pinho , do R7, com Anabel Reis, da Record TV Rio.