Quinta-feira - 16:41 - Polícia chama pais para evitar casos de falsos nudes com Inteligência Artificial. Veja Abaixo
Orientação é para que os responsáveis acompanhem crianças e adolescentes enquanto eles utilizam a web; pais podem ser responsabilizados pelo crime
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) está recomendando que pais e responsáveis monitorem as atividades de seus filhos na internet para prevenir o surgimento de casos de “falsos nudes” criados com o uso de Inteligência Artificial (IA). A orientação foi dada pelo delegado Ângelo Ramalho, titular da Delegacia Especializada de Apuração de Ato Infracional, que liderou as investigações envolvendo estudantes de uma escola particular em Belo Horizonte.O caso que levou a essa orientação envolve um adolescente de 15 anos que teria editado imagens de pelo menos 20 garotas da mesma escola, criando “falsos nudes” e compartilhando essas imagens em redes sociais. As investigações foram concluídas, e o caso agora está nas mãos da Justiça.
Para o delegado, casos como esse tendem a se multiplicar à medida que a Inteligência Artificial se torna mais acessível. Ele enfatizou a importância da supervisão dos pais, destacando que isso não deve ser visto como invasão de privacidade, mas como uma medida necessária para proteger as crianças e adolescentes contra esse tipo de crime.
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De acordo com o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), simular a participação de menores de idade em cenas de sexo explícito ou pornografia é um crime. A lei prevê prisão de um a três anos e pagamento de multa para adultos responsáveis por adulterar, manipular ou modificar fotos, vídeos ou representações visuais de menores de idade em situações explícitas. Para menores de 18 anos, a lei permite a internação em centros socioeducativos por até três anos.
O delegado Ângelo Ramalho destacou que há uma forte colaboração entre as instituições de justiça, Ministério Público e polícia para investigar esses casos. Ele enfatizou que mesmo menores de idade podem ser responsabilizados, e os responsáveis legais podem ser chamados a responder pelos crimes cometidos.
Ele também incentivou as vítimas a comunicarem o ocorrido a seus responsáveis e a armazenarem evidências das imagens manipuladas, o que pode ser fundamental para as investigações.
O caso em Belo Horizonte foi revelado após mães de duas adolescentes de 14 e 15 anos denunciarem as imagens falsas. A investigação revelou que o autor das edições criou um perfil de redes sociais para compartilhar as imagens. Após a identificação do autor, a polícia solicitou medidas socioeducativas, que foram encaminhadas à Justiça da Infância e Juventude da capital. O adolescente pode ser responsabilizado e até internado em um centro socioeducativo por até três anos.
Fonte: Guia Muriaé, com informações do Jornal O Tempo
