Sexta-feira - 11:56 - ÔNIBUS DE GRAÇA PARA TODOS PODE PROMOVER INCLUSÃO SOCIAL E QUALIDADE DE VIDA NAS CIDADES. Assista ao vídeo abaixo

14 de junho de 2024 · WM · Notícias em Geral

O transporte público desempenha um papel crucial nas cidades, conectando pessoas, promovendo a mobilidade e garantindo o acesso a serviços essenciais. Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, uma das áreas urbanas mais populosas do Brasil, a mobilidade urbana, os congestionamentos, a poluição, a desigualdade de acesso e, principalmente, o custo elevado têm se apresentado como desafios já insustentáveis para a população, no que diz respeito aos transportes públicos.

 

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Nesse sentido, a ideia de implementação do projeto de Tarifa Zero tem ganhado cada vez mais destaque e apoio em diversos lugares. A proposta visa a eliminar completamente o custo de transporte público, permitindo que as pessoas se locomovam livremente sem a necessidade de pagar por passagens. Embora possa parecer utópico, a primeira vista, a Tarifa Zero tem o potencial de revolucionar a forma como nos movemos nas cidades, promovendo uma sociedade mais inclusiva, sustentável e equitativa (Justo, equivalente, imparcial e igual).
Para o co-coordenador do Fórum de Moralidade Urbana (FMU) e presidente da Federação das Associações de Moradores do Rio de Janeiro (FAM-Rio), engenheiro mecânico Licínio Machado Rogério, o transporte Público deve ser suportado por toda sociedade. “O transporte é um direito social assegurado pelo artigo 6º da Constituição Federal, assim como a educação e a saúde. Está evidente que os passageiros não conseguem mais arcar com os custos dos sistemas de transporte público. As prefeituras e as governos estaduais e federal tem assumido uma parte desses custos, mas é urgente enfrentar o problema de frente”, alerta. Ele defende, ainda, que as empresas de transporte devem receber por quilômetro rodado, sem se preocupar com a lotação dos veículos. “Os governos, por sua vez, deveriam assumir a responsabilidade de financiar esses custos, utilizando recursos provenientes de pedágios urbanos, receita de estacionamentos, CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), multas de trânsito e verbas orçamentárias”, afirma.

 

 

Matéria publicada na revista do CREA