Quarta-feira - 19:43 - Clínica de reabilitação de MG é alvo de operação da polícia por maus-tratos contra 60 pacientes. Veja Abaixo
Sete pessoas, com idades entre 34 e 48 anos, incluindo proprietários e funcionários de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos em Taiobeiras, Norte do estado, foram presas durante operação conjunta realizada nessa terça-feira (17/9).
A operação conjunta, com participação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), foi deflagrada após o recebimento de diversas denúncias sobre irregularidades praticadas no estabelecimento, que estaria funcionando de maneira ilegal, e também de maus-tratos contra os pacientes.
Inicialmente, para apurar o teor das denúncias, os representantes das instituições se deslocaram até o local dos fatos – um sítio localizado em Lagoa Grande, área rural do município -, onde os policiais tiveram que escalar um muro com cerca de 3,5 metros para acessar o imóvel, já que não foram atendidos quando solicitaram a abertura do portão.
As vítimas relataram que estavam passando fome e foram impedidas de deixar o local. Os internos disseram, ainda, que eram ameaçados e coagidos a não relatar aos familiares sobre as agressões.
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Segundo a delegada da PCMG Lílian Cales, um dos internos contou que foi agredido, no mesmo dia em que chegou ao local, pelo grupo de apoio ao paciente. A agressão resultou em dores no corpo e hematomas. Por isso, conforme explicou, teria ficado 20 dias sem ter contato com os familiares para que eles não percebessem as agressões. O paciente relatou também a existência de um “quarto do pensamento”, onde ficavam presos.
De acordo com os levantamentos, as famílias dos internos pagavam em torno de R$ 1,2 mil a R$ 1,4 mil para que permanecessem na clínica, e, caso houvesse quebra de contrato, ou seja, se a família resolvesse tirar o parente, a multa era de R$ 3 mil.
Sobre a ação conjunta, o delegado Thiago Cavalcante revelou que foi unânime entre os internos, homens e mulheres, relatos de maus-tratos, agressões, fome e a existência de cárcere privado. Pois isso, a operação resultou em sete prisões em flagrante pelo crime de cárcere privado, assim como a interdição do local.
Após os trabalhos de polícia judiciária, os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional e estão à disposição da Justiça.