Quarta-feira - 10:16 - Pai e filho são presos suspeitos de venda de atestados médicos em MG. Veja Abaixo
Suspeitos forneciam laudos falsos para funcionários de empresas em Uberlândia
Nesta terça-feira (24/9), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu em flagrante dois homens, de 43 e 22 anos, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão no imóvel onde moravam. Os suspeitos – que são pai e filho – são investigados pelo crime de adulteração, falsificação, e fornecimento ilegal de atestado médico de licença do trabalho para funcionários de diversas empresas na cidade.
As investigações continuam.
O uso de atestado médico falso é uma prática ilícita que configura crime previsto no Código Penal Brasileiro. De acordo com o Artigo 302 do Código Penal, a falsificação de atestado ou qualquer outro documento emitido por um médico com o intuito de justificar a ausência no trabalho ou a obtenção de benefícios indevidos pode resultar em sérias penalidades tanto para quem falsifica quanto para quem utiliza o documento.
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Caracterização do Crime
O crime de atestado médico falso envolve tanto a falsificação material (quando o próprio documento é fabricado ou alterado) quanto a falsificação ideológica (quando o conteúdo do documento contém informações inverídicas, mesmo que o atestado seja verdadeiro do ponto de vista material). Isso quer dizer que tanto o médico que emite o atestado falso quanto o cidadão que o utiliza incorrem em práticas criminosas.
Segundo o Artigo 302 do Código Penal:
“Dar o médico, no exercício da sua profissão, atestado falso: Pena – detenção, de um mês a um ano.”Além disso, se o crime for cometido com a intenção de causar dano a terceiros, as penas podem ser agravadas, especialmente se resultar em prejuízo financeiro para empregadores, planos de saúde, ou para o próprio sistema previdenciário.
Consequências Legais
O ato de falsificar ou utilizar um atestado falso pode acarretar uma série de sanções:- Para o médico: A emissão de atestado falso pode resultar não só em processos criminais, como também em consequências éticas e administrativas. O Conselho Regional de Medicina (CRM) pode suspender ou até mesmo cassar o registro profissional, impedindo o médico de continuar exercendo a profissão.
- Para o usuário do atestado: O empregado que faz uso do documento falso pode ser demitido por justa causa, conforme a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Além disso, pode enfrentar ações judiciais e ser obrigado a ressarcir eventuais danos financeiros causados ao empregador.
- Para empresas e instituições: Em casos de fraude envolvendo atestados falsos, as empresas podem ter prejuízos financeiros significativos. Se identificada a falsificação, a empresa tem o direito de tomar medidas legais contra o funcionário, como a demissão imediata e o pedido de reparação por eventuais prejuízos.
Impactos Sociais e Éticos
O uso de atestado médico falso também reflete uma questão ética preocupante. Essa prática, além de ser ilegal, contribui para a perda de confiança nas relações trabalhistas e no sistema de saúde. Médicos, que possuem um papel de grande responsabilidade social, veem sua profissão sendo desvalorizada e arriscam suas carreiras ao se envolverem nesse tipo de fraude.
Fonte: Guia Muriaé, com informações da PCMG
