Quinta-feira - 12:22 - Delegado diz que gestores da Santa Casa investigados não podem fazer contato com funcionários. Veja Abaixo
Na decisão, além de proibir contato com funcionários, eles também não podem sair do país
A Polícia Federal deflagrou uma operação na manhã desta quinta-feira (10), na Santa Casa de Misericórdia e endereços de gestores investigados, em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense. Procurado pelo NF Notícias, o delegado responsável pelo inquérito, Paulo Cassiano, destacou que não pode detalhar sobre operação, portanto, corroborou com as informações a respeito dos alvos dos mandados de busca e apreensão.“Eu não posso passar informações além das informações básicas em virtude de o inquérito estar gravado em segredo de justiça”, disse.Como informado pelo NF, na última semana, houve um bloqueio de bens dos gestores da Santa Casa e Cassiano explicou a referida ação e também abordou o trabalho de hoje – “Aquele bloqueio foi uma ação de natureza cível conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF). Hoje, nós realizamos diligências no inquérito policial. O objetivo do inquérito é de apurar possíveis desvios em uma emenda parlamentar. A emenda parlamentar teria chegado à Santa Casa e a unidade teria comprado alguns insumos com superfaturamento. Por se tratar de uma verba federal, a Polícia Federal está em ação”, destacou.
Por fim, o delegado destacou que foram cumpridas busca e apreensão nas residências dos investigados, bem como na Santa Casa. Os investigados estão proibidos de saírem do país e não podem fazer contato com funcionários da unidade hospitalar.
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Operação
De acordo com a investigação – que teve início em agosto de 2024 por requisição do Ministério Público Federal –, a contratação da empresa supera o valor de R$ 3 milhões e foi direcionada. Além disso, os insumos médico-hospitalares foram adquiridos com valores superfaturados, e boa parte dos materiais comprados sequer chegou a ser entregue à Santa Casa de Misericórdia.
A Justiça também determinou o afastamento dos gestores da instituição – os quais estão proibidos de ingressar no hospital –, bem como a quebra dos sigilos bancários e o sequestro de bens dos envolvidos.
Os investigados poderão responder pelo crime de peculato, cuja pena pode chegar a 12 anos de prisão, além de outros crimes que possam ser revelados no decorrer das investigações.
Fonte: NF Notícias