Quinta-feira - 12:22 - Delegado diz que gestores da Santa Casa investigados não podem fazer contato com funcionários. Veja Abaixo

10 de outubro de 2024 · Cassiane Lessa · Notícias em Geral

Na decisão, além de proibir contato com funcionários, eles também não podem sair do país
A Polícia Federal deflagrou uma operação na manhã desta quinta-feira (10), na Santa Casa de Misericórdia e endereços de gestores investigados, em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense. Procurado pelo NF Notícias, o delegado responsável pelo inquérito, Paulo Cassiano, destacou que não pode detalhar sobre operação, portanto, corroborou com as informações a respeito dos alvos dos mandados de busca e apreensão.
“Eu não posso passar informações além das informações básicas em virtude de o inquérito estar gravado em segredo de justiça”, disse.
Como informado pelo NF, na última semana, houve um bloqueio de bens dos gestores da Santa Casa e Cassiano explicou a referida ação e também abordou o trabalho de hoje – “Aquele bloqueio foi uma ação de natureza cível conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF). Hoje, nós realizamos diligências no inquérito policial. O objetivo do inquérito é de apurar possíveis desvios em uma emenda parlamentar. A emenda parlamentar teria chegado à Santa Casa e a unidade teria comprado alguns insumos com superfaturamento. Por se tratar de uma verba federal, a Polícia Federal está em ação”, destacou.

Por fim, o delegado destacou que foram cumpridas busca e apreensão nas residências dos investigados, bem como na Santa Casa. Os investigados estão proibidos de saírem do país e não podem fazer contato com funcionários da unidade hospitalar.

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Operação

De acordo com a investigação – que teve início em agosto de 2024 por requisição do Ministério Público Federal –, a contratação da empresa supera o valor de R$ 3 milhões e foi direcionada. Além disso, os insumos médico-hospitalares foram adquiridos com valores superfaturados, e boa parte dos materiais comprados sequer chegou a ser entregue à Santa Casa de Misericórdia.

A Justiça também determinou o afastamento dos gestores da instituição – os quais estão proibidos de ingressar no hospital –, bem como a quebra dos sigilos bancários e o sequestro de bens dos envolvidos.

Os investigados poderão responder pelo crime de peculato, cuja pena pode chegar a 12 anos de prisão, além de outros crimes que possam ser revelados no decorrer das investigações.

Fonte: NF Notícias