Quinta-feira - 17:15 - Escola de samba Mocidade Alegre 12 vezes campeã do carnaval de São Paulo foi fundada pelo Itaperunense Ademar, pai do premiado comunicador Ademar Filho e ele seu Ademar Campista como ficou conhecido em São Paulo, é o único fundador vivo da escola de samba que é considerada a morada do samba de São Paulo. Assista ao vídeo Abaixo
Nascido em Itaperuna, ficando órfão aos 11 anos. “Enlouqueceu” e decidiu fazer a vida, cair no mundo sozinho e desembarcou em Campos. Como não tinha nada, dormiu nas ruas e sobreviveu de favores e biscates. Nada de escola, mas sempre honesto.
Tempo passa, começa a trabalhar de Servente de Pedreiro e, com a força do trabalho, no interesse pelo outro, começa a "brilhar a estrela”.
O danado observa que todos os dias, duas mulheres lutavam para colocar um senhor em cadeira de rodas para fora de casa, pegar sol e aproveitar o dia. Ofereceu ajuda e transformou em tarefa diária, que se completava com papo noturno, já que Ademar dormia na obra, ainda sem teto fixo. Fez-se aí a amizade com Alexandrino, o cadeirante.
Obra acabada e ele foi se despedir daquela família de amigos e vizinhos. Vem aí o convite para ser cuidador do amigo cadeirante, “Xandico”. É claro que aceitou e ganhou a partir daquele momento uma família, finalmente.
Anos depois, morre seu amigo e ele vai se despedir, quando escuta da família que não, pois seu Xandico pedira para que todos cuidassem dele e, lhe arrumassem um bom emprego. Ingressou no Banco do Brasil, como contínuo, seguiu vivendo com esta família e cuidando das moças, até ser nomeado e transferido para São Paulo.
Chegou na terra da garoa e com seus contatos, encontrou 3 amigos campistas. Juntaram-se mais quatro, e fundaram em setembro de 1967 o Bloco Mocidade Alegre, em homenagem a ainda existente “Mocidade Louca”, de Campos dos Goytacazes. Antes desta data, os amigos já se reuniam em bloco de “sujos”, vestindo-se de mulher, como a tradição existente no RJ.
Além dos esforços dos outros fundadores, Ademar conseguiu apoio dos amigos do Banco, que forneceram por 1 ano material de construção e dinheiro para o aluguel da 1a quadra. Ao redor, as famílias dos fundadores.
Uma tradição carioca, incentivada por cidadãos fluminenses. Seu Ademar, é o único fundador vivo da Mocidade Alegre.
Texto: Alexandre Vilanova