Quinta-feira - 15:42 - Em Piracicaba, jovem é executado pela PM ao defender namorada grávida durante abordagem violenta. Veja Abaixo
A morte de Gabriel Junior Oliveira Alves da Silva, de 22 anos, durante uma abordagem policial no bairro Vila Sônia, em Piracicaba, mostra mais um episódio de letalidade policial em São Paulo. O jovem foi atingido com um tiro na cabeça por um agente da Polícia Militar na noite da última terça-feira (1). Testemunhas contestam a versão oficial e denunciam que ele foi executado.
Segundo a PM, Gabriel tentou fugir e, ao retornar, teria arremessado pedras e um objeto metálico contra os policiais, o que motivou o disparo. No entanto, moradores da região e registros em vídeo contradizem essa versão. As imagens mostram sua companheira, Rebeca Mirian Alves Braga, que está grávida, sendo puxada por um policial pouco antes do tiro. Em outro momento, é possível ouvir o disparo e a reação desesperada de vizinhos gritando: “Matou o menino!”.
A Polícia Militar afirmou que Gabriel tinha antecedentes por tráfico de drogas e que Rebeca já havia cometido atos infracionais na adolescência — um recurso frequentemente utilizado para descredibilizar vítimas de violência policial e justificar ações letais. Nenhum elemento desse histórico, no entanto, justifica o uso da força letal.
O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) classificou a ação como violência excessiva e cobrou uma investigação rigorosa, alertando para o aumento das mortes decorrentes de intervenções policiais no estado.
A Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Civil e a própria PM instauraram inquéritos para apurar o caso.
Com informações: G1