Terça-feira - 20:19 - Dono do Rancho Gabriela fazia lavagem de dinheiro de fraudes, afirma delegada; Veja Abaixo
Operação Caballus: Grupo criminoso operava através de três empresas, aparentemente de fachada, que vencia licitações na área de Saúde em municípios da região
A delegada Ana Carolina Medeiros, da Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCC-LD) explicou, em entrevista, detalhes sobre a "Operação Caballus", deflagrada nesta terça-feira (13), contra um esquema de lavagem de dinheiro de possíveis fraudes em licitações de medicamentos para municípios do Estado. A delegada aponta o empresário Vagner Crespo, dono do Rancho Gabriela, situado em Campos, como um dos principais beneficiários de recursos públicos desviados da área de saúde.
Agentes cumpriram 10 mandados de busca e apreensão contra seis alvos, em Campos. A possível fraude investigada teria ocorrido da seguinte forma: fornecimento de medicamentos e materiais hospitalares, desviando recursos públicos, em tese, arrecadados ilicitamente, para o líder da quadrilha, identificado pelas iniciais W.C.L., proprietário de um rancho na cidade. A Prefeitura de Campos emitiu nota sobre o caso informando que a investigação começou no governo anterior.
MAIS DE 200 MILHÕES DESVIADOS - Segundo a delegada, o grupo movimentou ao menos R$ 220 milhões por meio de transações suspeitas. "As investigações apontam movimentação financeira por esse grupo criminoso de mais de R$ 200 milhões, entre 2018 e 2023", disse.
Durante o cumprimento dos mandados, foram encontrados cavalos, diversos documentos, celulares e outros materiais que podem reforçar as provas contra os envolvidos.
Além disso, as autoridades determinaram o bloqueio de contas bancárias e de bens pertencentes aos suspeitos, totalizando uma cifra superior a R$ 200 milhões confiscados até o momento.
Também foram identificadas transações suspeitas de lavagem, inclusive com destinação de parte dos valores arrecadados pelas empresas contratadas pelos entes públicos, para pagamento de impostos pertencentes a um haras de propriedade dele. O homem ostenta alto poder aquisitivo, sendo sócio de diversas empresas, além de possuir suntuoso haras, embarcação e diversos carros de luxo.
No curso da apuração, foram constatadas transações suspeitas realizadas por investigados e pessoas jurídicas interpostas, entre os anos de 2018 e 2023. Nesse período, houve movimentação de pelo menos R$ 220 milhões.
A operação representa a conclusão da primeira fase da investigação. O trabalho continua em busca de outros envolvidos e demais elementos informativos, para calcular o real prejuízo causado ao erário, e recuperação dos ativos desviados ilicitamente dos cofres públicos.
Fonte: Campos 24 Horas.
