Sexta-feira - 14:33 - Juliana Marins morreu 32 horas após primeira queda, estima a Polícia Civil. Veja Abaixo
Rio – A niteroiense Juliana Marins morreu 32 horas após a primeira queda no Monte Rinjani, Indonésia, no último dia 24 de junho. É o que aponta a estimativa da Polícia Civil, apresentada em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (11), na sede da Defensoria Pública da União no Centro do Rio.
De acordo com o médico perito da corporação, Reginaldo Franklin, as autoridades chegaram a esta conclusão a partir de análises de larvas que estavam no corpo dela, apontando em qual momento elas teriam eclodido.
O perito Nelson Massini, responsável por revisar a necropsia, contou que as lesões no fêmur e na bacia de Juliana indicam que a última queda foi lateral. A publicitária também teve ferimentos em órgãos importantes, como cérebro, fígado e rins. Um machucado na testa indica que a cabeça dela se chocou com pedras. "Foi uma morte muito sofrida, de muita agonia", lamentou.
Laudo do IML
O laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML), concluído na última terça-feira (8), apontou que Juliana morreu devido a diversos traumas sofridos em queda na trilha que fazia pelo Monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia, em junho. O documento cita hemorragia interna causada por lesões poliviscerais e politraumatismo "compatíveis com impacto de alta energia cinética".
A causa já tinha sido apontada em autópsia realizada por um médico-legista no país asiático. Em relação ao tempo em que Juliana, de 26 anos, permaneceu viva, o profissional falou em 20 minutos após os traumas, mas não soube identificar se foi a primeira queda ou uma outra a responsável pelos ferimentos que provocaram o óbito.
O laudo da Polícia Civil do Rio também estimou uma sobrevida de minutos, mas não precisou o período que a niteroiense ainda resistiu depois do impacto fatal. As condições nas quais o corpo chegou ao IML, embalsamado, teriam impedido uma definição mais certeira.
Após chegar ao Rio na noite de 1º de julho, o corpo de Juliana passou pela segunda autópsia na manhã seguinte. Já no dia 4, ela foi sepultada, embora a família pensasse inicialmente em cremá-la. Na ocasião, os parentes explicaram que a mudança de planos se deu devido à morte "suspeita" e à possibilidade de exumação para novos exames.
Acidente
Juliana desapareceu após cair da trilha no Monte Rinjani no último dia 21. Na ocasião, foi localizada no sábado (21) por turistas espanhóis que passaram a monitorá-la, fazendo fotos e vídeos, inclusive com uso de drone. As imagens mostram a niteroiense sentada em uma área inclinada, aparentemente com dificuldade de se levantar e retornar.
Segundo o Parque Nacional do Monte Rinjani, as condições climáticas impediram o uso de helicóptero para o resgate, porém sete socorristas conseguiram se aproximar do ponto onde a vítima se encontrava na segunda-feira (23). No entanto, eles tiveram que montar um acampamento no local ao anoitecer. Na terça (24), a morte foi confirmada.
Fonte: O Dia