Segunda-feira - 11:22 - “BARIÁTRICA FOI UM ENGANO”, DIZ MULHER APÓS FAZER A REVERSÃO. Veja Abaixo
Uli Suellen tinha 30 anos, 1,58 m de altura e pesava 115 kg quando decidiu passar pela #cirurgia #bariátrica, em 2021. A brasiliense buscava uma solução para os impactos do excesso de peso na saúde e na autoestima, mas a decisão, tomada com esperança, rapidamente se transformou em um pesadelo físico e emocional.
Trinta dias depois da cirurgia, Uli ainda não conseguia se alimentar. Procurou ajuda médica e permaneceu internada por quase 11 meses. Nesse período, passou por complicações severas: o estômago dobrou, foi necessária uma cirurgia para desdobrá-lo e, somente depois disso, foi possível iniciar o processo de reversão.
Entre os principais sintomas enfrentados, ela destaca a impossibilidade de beber águas, vômitos constantes, perda parcial da visão, quadro grave de anemia e desnutrição.
Antes de realizar a reversão, Uli precisou ganhar peso: só com 48 kg os médicos autorizaram o procedimento. “Eu mesma decidi reverter. Não queria mais sofrer”. Após o procedimento, sua saúde começou a melhorar gradativamente. Hoje, com 90 kg, ela afirma ter finalmente alcançado qualidade de vida.
A história de Uli está longe de ser comum, mas serve como alerta. O cirurgião bariátrico José Afonso Sallet, do Instituto de Medicina Sallet, destaca que, mesmo com os altos índices de sucesso — mais de 95%, segundo estudos —, a bariátrica é uma intervenção invasiva e não deve ser banalizada.
“A escolha do #paciente deve ser acompanhada por uma equipe experiente e levar em conta aspectos clínicos, emocionais e nutricionais. O pós-operatório exige acompanhamento contínuo”, reforça Sallet.
Fonte: Metrópoles