Quinta-feira - 12:38 - Jones Manoel denuncia ter sido ameaçado de morte por grupo neonazista internacional: 'na linha da bala por mais de 6 meses.' Veja Abaixo
O setor jurídico do youtuber foi acionado e, por meio de nota, informou que o e-mail foi assinado pela Brigada Hitlerista Brasileira (Atomwaffen Brasil), uma organização neonazista e terrorista internacional fundada em 2015.
A mensagem, que exige pagamentos, contém injúrias raciais e discurso de ódio, afirmando que Jones Manoel está “na linha da bala por mais de 6 meses”. Além disso, foram compilados, de forma ilícita, dados pessoais e informações financeiras do político.
"Diante da gravidade da ameaça contra a integridade física de Jones Manoel, tornamos pública a preocupação quanto à sua segurança e pedimos a solidariedade da sociedade civil e a atenção das autoridades competentes", afirmou o escritório de advocacia.Ainda segundo o comunicado, estão sendo tomadas medidas de segurança, judiciais e administrativas para identificar e responsabilizar os culpados.

Reforço na segurança
Ao g1, Jones Manoel disse que não vai alterar a agenda de atividades públicas por causa dessa ameaça. "A gente não vai se intimidar, não vai ter medo. [...] A gente vai reforçar a segurança, vai tomar mais cuidado, mas nenhuma atividade vai ser cancelada", afirmou.
Pelo fato de as ameaças serem de cunho nazista, a equipe jurídica de Jones vai registrar o caso no âmbito federal. "Como o grupo se autorreferencia como 'organização nazista', inclusive com ramificações internacionais, casos de nazismo são da esfera da Polícia Federal. Então, a gente vai trabalhar na esfera do Ministério Público Federal e da Polícia Federal", contou o historiador.
Ele declarou, ainda, que será feita uma articulação política, junto à Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
"A gente vai fazer esse trabalho político também de mobilizar a atenção do Ministério dos Direitos Humanos e do Ministério da Justiça, do governo federal, para dar uma atenção. Porque existe todo um debate sobre a expansão de grupos neonazistas no Brasil", pontuou.
Redes sociais excluídas
No dia 6 de agosto, as contas de Jones Manoel no Instagram e no Facebook foram removidas sem aviso prévio. O criador de conteúdo, que acumula mais de um milhão de seguidores nas duas redes sociais, disse acreditar que a exclusão das contas aconteceu por movitações políticas da Meta, empresa dona das plataformas.
O historiador contou, ainda, que procurou a Meta , mas a companhia não apresentou nenhuma justificativa para a decisão de remover as contas. Dois dias depois, os perfis dele nessas duas redes sociais voltaram a ficar ativas.
Fonte: g1