Domingo - 12:12 - Moradora de Raposo reclama da cobrança de água pela Cedae em distrito. Veja Abaixo
Raposo: da estância das águas ao descaso da gestão pública
Raposo, distrito de Itaperuna (RJ), é conhecido como a “estância das águas”, um dos principais cartões-postais do município. Seu turismo atrai visitantes de todo o estado, movimenta a economia local e garante sustento a muitas famílias. Mas, por trás da fama de tranquilidade e lazer, os moradores convivem com um problema revoltante: a falta de água.Nos últimos dias, relatos nas redes sociais escancararam a realidade de quem vive no distrito. Enquanto turistas são bem-vindos para desfrutar das belezas naturais, os moradores enfrentam torneiras secas, dependem de improvisos e vivem sob a marca do abandono.
E quem deveria agir, mais uma vez, se omite. O prefeito Nel Medeiros, a Secretaria de Obras e os vereadores de mandato preferem olhar para o lado, ignorando o direito básico da população. A água, que deveria ser garantida, virou privilégio.
Para piorar, a prefeitura promoveu a instalação da CEDAE em Raposo. Até então, o distrito nunca havia sofrido com cobrança pela utilização da água. Agora, além de enfrentar a irregularidade no abastecimento, os moradores são obrigados a pagar por um serviço precário — uma afronta à dignidade de quem sempre fez do distrito um orgulho turístico de Itaperuna.
O que se vê é o contraste entre o marketing e a realidade: enquanto o governo fala em desenvolvimento, Raposo vive o colapso de sua própria identidade. Como se pode chamar de “estância das águas” um lugar em que falta água para o próprio morador?
A população não pede luxo, nem favor. Pede apenas respeito, transparência e gestão responsável. Mas enquanto prevalecer o descaso político, Raposo continuará sendo explorado como vitrine turística, enquanto seus moradores seguem esquecidos.
Da redação do Blog do Adilson Ribeiro, com texto de Nathália Schuwartz
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