Segunda-feira - 19:00 - JUSTIÇA CONDENA MÉDICO QUE AMPUTOU AS PRÓPRIAS PERNAS PARA RECEBER SEGURO. Veja Abaixo
O cirurgião vascular britânico Neil Hopper, de 49 anos, foi condenado a dois anos e oito meses de prisão por fraude, após congelar deliberadamente as próprias pernas com gelo seco para provocar amputações e tentar receber indenização de US$ 671 mil (R$ 3,6 milhões).
A Justiça apontou também motivações sexu4is no caso, impondo ainda uma ordem contra danos sexu4is válida por 10 anos. Hopper omitiu a origem dos ferimentos e alegou sepse, passando por amputações duplas em 2019.
As investigações, porém, apontaram que Hopper usou gelo seco para congelar as próprias pernas e provocar a necessidade de amputação. Ainda segundo a BBC, o promotor Nicholas Lee apontou que o médico tinha “interesse sexual” em amputações.
Ele admitiu os crimes e foi condenado pelo Tribunal da Coroa de Truro a dois anos e oito meses de prisão por fraude de seguro e posse de pornografia extrema. Hopper havia sido preso em março de 2023 e perdeu o direito de exercer a profissão em dezembro do mesmo ano.
Antes de ser investigado, Hopper trabalhava para o Royal Cornwall Hospitals NHS Trust (RCHT), que integra o sistema público de saúde do Reino Unido, e foi o responsável por centenas de operações de amputação. A instituição disse ao jornal britânico que as condenações não estavam relacionadas à “conduta profissional” do médico e que suas “investigações exaustivas não encontraram nenhuma evidência que indique qualquer risco ou dano aos pacientes”.
De acordo com a BBC, ele nunca contou aos médicos que o atenderam a verdadeira causa dos seus ferimentos.
Os promotores chegaram até ele durante uma investigação sobre o administrador do site EunuchMaker, Marius Gustavson. O cirurgião comprou três vídeos da plataforma, por valores que variam de £ 10 (R$ 73) a £ 35 (R$ 256), que mostram homens tendo seus órgãos genitais removidos voluntariamente.
A investigação também encontrou cerca de 1,5 mil mensagens em que Hopper relatava a Gustavson suas amputações e como havia provocado os ferimentos. Gustavson foi condenado à prisão perpétua, com uma pena mínima de 22 anos, pelo Tribunal Central Criminal, em 2024, por liderar uma rede de modificações corporais extremas.
Fonte: Estadão