Domingo - 13:49 - Trabalhadores paralisam atividades na P-74 após denúncias sobre alimentação e condições. Veja Abaixo

14 de setembro de 2025 · Cassiane Lessa · Notícias em Geral

Uma paralisação de trabalhadores foi registrada na manhã deste domingo (14) a bordo da plataforma P-74, no campo de Búzios, na Bacia de Santos. O movimento ocorreu após denúncias de más condições na alimentação servida no flootel UMTJ, que dá suporte às equipes na unidade.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram insetos andando sobre a comida oferecida aos trabalhadores. Além disso, registros também revelam banheiros quebrados e em condições precárias de higiene, aumentando ainda mais a revolta da tripulação e a pressão por melhorias imediatas.

Nos vídeos, é possível ouvir trabalhadores afirmando: “Paramos tudo. Olha o que veio na quentinha dele. Como é que come? Aí fica complicado, hein?” O áudio foi preservado para proteger a identidade dos trabalhadores.

A mobilização gerou impacto imediato no funcionamento da plataforma, uma das mais importantes da Bacia de Santos, e acendeu um alerta sobre a necessidade de fiscalização rigorosa nas condições de alimentação e infraestrutura de apoio aos trabalhadores offshore.

Imagens: Léo Marques Oficial (@leonardo.junio.marques25).

Atualização – 14/09/2025 às 11:15h


Enviado pelos trabalhadores, o Modo Accommodation Full revela ainda mais problemas estruturais na plataforma. O ponto de lanche foi montado no Piso Gradeado de BB, próximo ao Fumódromo, e a equipe possui apenas 15 minutos de lanche pela manhã, 1 hora de almoço e 15 minutos de lanche à tarde.

O sistema prevê três turmas de almoço:


  • Turma A: 15 pessoas – 11:00 às 11:30

  • Turma B: 60 pessoas – 12:30 às 13:00

  • Turma C: 60 pessoas – 13:00 às 13:30


Segundo os trabalhadores, o descanso está sendo feito em pé, ou sentado quando há cadeiras disponíveis, ou até mesmo no chão, e qualquer necessidade de banho antes do horário de almoço depende de negociação com o encarregado e utilização do vestiário da P-74, no primeiro piso do casario.

Esses relatos reforçam a denúncia de condições precárias de alimentação, higiene e infraestrutura, justificando a paralisação e o alerta da tripulação para possíveis riscos à saúde e segurança no trabalho.

Fonte: Ururau