Segunda-feira - 15:07 - PAI MATA FILHO AUTISTA PARA NÃO PAGAR PENSÃO ALIMENTÍCIA. Assista ao vídeo Abaixo
Davi Piazza Pinto, que confessou à Polícia Civil ter matado o próprio filho autista de 11 anos asfixiado, em João Pessoa, e que alegou ter cometido o crime porque estava endividado e não queria mais pagar a pensão alimentícia, era, recorrentemente, alvo de pedidos da mãe da criança, Aline Lorena, para que ele se aproximasse do filho.
Ao g1, Aline disse que pedia a Davi, com quem foi casada, que participasse mais da vida da criança, e que, para além da pensão, o mais essencial era a presença dele no desenvolvimento do filho. Segundo ela, o pai pagava regularmente a pensão do filho.
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“Das últimas vezes ainda falei para ele assim: 'não era o dinheiro, a questão é a convivência, para o Arthur conviver mais com você's. Porque eu sou sozinha, eu não tenho ajuda, você tem ajuda da sua mãe. Eles podem estar nos ajudando melhor para o Arthur se aproximar também com os avós. Porque isso é um direito da criança. A gente sempre conversou. Eu falava: 'você tem que ser mais presente. Não é sobre dinheiro nem nada, é sobre a sua presença', disse.
Ela contou que Davi, apesar de não estar presente cotidianamente na vida do filho, ajudava no que podia, seja na questão financeira, seja em momentos que ela precisava de ajuda com questões médicas relacionadas ao filho. Inclusive, após a gravidez, segundo o relato dela, ele também atuou para ajudá-la. Ambos terminaram o relacionamento que mantinham há alguns anos.
Pelo relato da mãe, a relação entre o pai e o filho teve uma ruptura principalmente nos últimos três anos. Anteriormente, mesmo após a separação, ele conseguia manter certa proximidade por inclusive morarem em uma mesma cidade, no caso Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, de onde todos são naturais.
Esse maior distanciamento em questão se deu devido às mudanças para outras cidades e estados que o núcleo passou desde 2022. Ela veio morar com o menino em João Pessoa, ele saiu para morar em Santa Catarina. Ela contou que Davi chegou a se oferecer para cuidar do menino integralmente e para levá-lo consigo para o novo estado.
"A gente não tinha convívio, no entanto, antes dele se mudar ele ainda se ofereceu uma vez. 'Assim, deixa o Arthur morar comigo, eu levo porque daí a minha mãe me ajuda e tudo mais'. Aí eu parei , eu falei assim, não é o momento ainda", relatou.
Na época da separação, Aline conta que o responsável por cuidar dos trâmites burocráticos para o estabelecimento do próprio pagamento da pensão foi Davi. Ela conta que nesse período, mesmo com o fim do relacionamento, ele se oferecia a acompanhá-la em consultas e outros afazeres. "Ele me ajudava a levar na consulta. 'Pode ir comigo, não sei aonde?', ele me ajudava a fazer. Então ele sempre foi muito proativo", disse.