Sábado - 08:49 - Flávio convocou 'vigília' em condomínio de Bolsonaro antes de Moraes decretar prisão. Veja Abaixo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou uma vigília religiosa em apoio ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, um dia antes do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decretar a prisão preventiva do ex-chefe do Executivo na manhã deste sábado (PL). A convocação pode ter motivado a decisão pela detenção.
De acordo com a decisão de Moraes, o motivo foi a garantia da ordem pública devido ao chamamento para vigília, em virtude de aglomeração, risco para terceiros e para o próprio preso.
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Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar chamou os apoiadores para um encontro de oração "pela saúde de Bolsonaro e pela liberdade no Brasil".
Na decisão, Moraes apontou risco de fuga e afirmou que a convocação de uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente “indica a possível tentativa de utilização de apoiadores” de Bolsonaro para “obstruir a fiscalização das medidas cautelares e da prisão domiciliar” da qual o ex-presidente era alvo.
Moraes escreveu que, embora o ato tenha sido apresentado como uma vigília pela saúde de Bolsonaro, "a conduta indica a repetição do modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu”, com o uso de manifestações para obter "vantagens pessoais" e "causar tumulto".
"Rememoro que o réu, conforme apurado nestes autos, planejou, durante a investigação que posteriormente resultou na sua condenação, a fuga para a embaixada da Argentina, por meio de solicitação de asilo político" escreveu o ministro.
Em outro trecho, Moraes menciona que um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro "incita o desrespeito ao texto constitucional, à decisão judicial e às próprias instituições" e demonstra que "não há limites da organização criminosa na tentativa de causar caos social e conflitos no país, em total desrespeito à democracia".
Bolsonaro foi preso nesta manhã e levado para a Superintendência da Polícia Federal (PF), onde ficará em uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Michel Temer (MDB) também ficaram detidos em salas da PF.
Em setembro deste ano, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por liderar uma organização criminosa em uma tentativa de golpe de Estado para se perpetuar no governo. A preventiva decretada neste sábado ainda não marca o início do cumprimento da pena de reclusão.
Fonte: O Dia