Segunda-feira - 21:20 - Diretora assassinada no Cefet cogitou pedir exoneração do cargo, diz irmã. Veja Abaixo
Allane Pedrotti, de 41 anos, que fazia parte da equipe pedagógica, sofria constantes ameaças de João Antônio Miranda Tello Ramos e trabalhava em ambiente hostil
Em entrevista , Alline Pedrotti, irmã de Allane, revelou que têm sido dias difíceis desde que tudo aconteceu. “Assim que eu soube do acontecido, eu fui para o hospital, porque passei mal. Desde então, eu estou medicada”, contou ela, que mora em Florianópolis (SC) e viajou para o Rio depois da morte de Allane.
Após outro funcionário do Cefet, identificado como João Antônio Miranda Tello Ramos, entrar armado na instituição, matar Allane e a psicóloga Layse Costa Pinheiro, e tirar a própria vida em seguida, para Alline, a tristeza se funde à revolta.
“É uma tristeza absoluta. Porque a minha irmã era muito minha amiga. A gente era muito amiga. Ela não era só minha irmã, ela era minha minha amiga. O outro sentimento que fica, evidentemente, é de raiva, indignação e de querer ir atrás de respostas. É o que eu já estou fazendo. É o que eu vou fazer. Não tenho data para voltar para Florianópolis. Eu vou ficar aqui até conseguir todas essas respostas”, afirmou.
“Como que esse cara entrou numa instituição educacional? Como ele entrou armado? Qual é a responsabilidade do Cefet nisso? E quais foram os processos administrativos e médicos que liberaram esse covarde a voltar a trabalhar? Quem assinou esse laudo? Por qual processo terapêutico esse crápula passou? Quem acompanhou? Eu pretendo ir à Delegacia de Homicídios, já estou tentando marcar uma reunião com a diretoria do Cefet. E estou buscando apoio jurídico também. Porque isso tudo precisa ser respondido para que isso não aconteça de novo e pela honra da minha irmã, pela memória da minha irmã”, acrescentou.
'Era pesaroso para ela ir trabalhar'