Quinta-feira - 08:28 - Locutores e artistas estão proibidos de mandar alô para políticos em festas de cidades. Veja Abaixo

04 de junho de 2026 · WM · Notícias em Geral

EM “ALÔ PREFEITO”? 📢

JUSTIÇA APERTA O CERCO CONTRA PROMOÇÃO POLÍTICA EM SHOWS PAGOS COM DINHEIRO PÚBLICO

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) publicou uma nova resolução que promete mudar a forma como artistas e autoridades se comportam em festas e eventos custeados com dinheiro público.

A medida proíbe que cantores, bandas, apresentadores e artistas contratados pelas prefeituras façam elogios, homenagens ou qualquer tipo de promoção pessoal de prefeitos, vereadores, deputados ou outras autoridades durante shows públicos.

Na prática, frases como:

“Alô prefeito!”

“O melhor gestor do Brasil!”

“Essa festa só acontece graças ao prefeito!”

podem virar alvo de investigação e até gerar punições.

Segundo o tribunal, o objetivo é impedir que eventos pagos com dinheiro do povo sejam utilizados como ferramenta de propaganda política disfarçada de entretenimento.

A nova regra determina que os contratos artísticos passem a ter cláusulas proibindo:

promoção pessoal de autoridades no palco;

saudações políticas durante apresentações;

uso da estrutura pública para favorecimento eleitoral;

manifestações que violem os princípios da moralidade e impessoalidade administrativa.

Além disso, a resolução prevê possibilidade de sanções contratuais e responsabilização dos gestores públicos em caso de descumprimento.

E EM POÁ, ALTO TIETÊ E REGIÃO?

Embora a decisão tenha sido publicada pelo TCE de Pernambuco, especialistas apontam que os mesmos princípios constitucionais valem para qualquer cidade brasileira, inclusive municípios paulistas.

A Constituição Federal já proíbe promoção pessoal de agentes públicos em ações financiadas pelo poder público.

Ou seja: mesmo sem uma norma idêntica do Tribunal de Contas de São Paulo até o momento, situações envolvendo exaltação política em festas bancadas pela prefeitura podem ser questionadas pelo Ministério Público, Tribunal de Contas e até pela Justiça Eleitoral — principalmente em período pré-eleitoral.

O assunto já começa a gerar debate em diversas cidades do país e levanta uma pergunta que muita gente começou a fazer:

Festa pública é entretenimento para o povo… ou palanque político disfarçado?