Quinta-feira - 18:51 - O que é mais importante: roçar a beira-rio ou tapar os buracos que já estão fazendo aniversário? Veja Abaixo
Sei que tem gente que vai dizer que estou mexendo no que está quieto. Mas a proposta aqui não é criticar pessoas ou partidos. É fazer uma análise administrativa sobre a forma como o dinheiro público é utilizado no Brasil.
Também sei que alguns vão lembrar que a limpeza da Beira Rio, no bairro Cidade Nova, foi realizada pela CEDAE. Sobre isso, faço duas observações: primeiro, a CEDAE ainda é uma empresa pública. Segundo, os buracos aos quais me refiro surgiram após a instalação de uma bomba para captação de água no Rio Muriaé.
Isso levanta uma questão importante: será que a Avenida Luiz Eugênio de Barros, na altura do número 80, possui estrutura adequada para suportar o tráfego constante de caminhões pesados que acessam o local?
Na Administração Pública moderna, um dos princípios mais importantes é a alocação eficiente dos recursos. A literatura de economia, gestão pública e planejamento urbano mostra que investimentos devem priorizar problemas que geram maior impacto social, econômico e operacional para a população.
Por isso, faço uma reflexão:
O problema do Brasil não é a falta de dinheiro público. É o mau uso!
Na minha opinião, limpar uma área que não apresentava risco imediato à população enquanto uma rua esburacada continua causando transtornos e prejuízos aos moradores não parece a melhor escolha de prioridades.
Da mesma forma, revitalizar o Calçadão da Avenida Cardoso Moreira, o Cristo Redentor e a Beira Rio — espaços que já receberam investimentos significativos nos últimos anos — enquanto existem bairros que sequer possuem uma praça urbanizada levanta um debate legítimo sobre planejamento e distribuição dos recursos públicos.
📊 Gestão pública não é apenas gastar. É escolher onde gastar.
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