Quarta-feira - 16:30 - MÉDICO IGNOROU SETE CHAMADOS NA MADRUGADA: GESTANTE E BEBÊ MORRERAM. Veja Abaixo
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Bárbara Luana Fernandes Aleixo tinha 29 anos e 30 semanas de gravidez quando entrou no Hospital São Francisco, em Três Marias, na noite de 8 de junho. A pressão estava em 180x80. Eclâmpsia grave.
A equipe acionou o obstetra Higo Moreira Fonseca sete vezes. Entre 22h08 e 5h17 da madrugada. Ligações. Mensagens. Exames enviados pelo WhatsApp. Alertas sobre a piora do quadro.
Ele não foi.
Às 5h17 — menos de meia hora antes de Bárbara morrer — o médico mandou mensagem no grupo do hospital: casos sem queixas obstétricas deveriam ser tratados pela clínica médica.
Às 5h45, ela parou. O bebê Augusto Manoel também não resistiu.
A Polícia Civil prendeu Higo ainda pela manhã. No momento da abordagem, ele engatou marcha a ré. Foi contido, levado ao hospital para exame de corpo de delito e depois à delegacia. O caso foi enquadrado como duplo homicídio por dolo eventual — quando o investigado assume conscientemente o risco de matar.
Dois dias depois, a Justiça o soltou. Medida cautelar: proibido de atuar na obstetrícia da rede pública.
A defesa nega omissão. Diz que sobreaviso não obriga presença física no hospital e pede cautela nas conclusões.
O inquérito segue. Prontuários, depoimentos e registros digitais serão periciados.
Bárbara tinha um nome. Tinha um filho. Tinha uma sogra que ficou ao lado dela até o fim e ouviu quando ela disse que ia morrer.
*Todos os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa — art. 5º, LV, CF/88.*
Fonte: Folha de Patrocínio