Segunda-feira - 20:30 - Presidente da Fifa nega interferência em decisão que tirou cartão vermelho de jogador dos EUA. Veja Abaixo

06 de julho de 2026 · WM · Notícias em Geral

O árbitro da partida foi o brasileiro Raphael Claus.

🔎 Após revisar o lance no VAR, Claus expulsou Balogun aos 18 minutos da etapa final. O atacante recebeu o cartão vermelho por um pisão no tornozelo de Muharemovic.

Após criticar o trabalho do árbitro brasileiro em campo, o presidente dos EUA ainda fez insinuações sobre possíveis irregularidades envolvendo seu nome:

"Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado".
Bélgica vai contestar decisão Mais cedo, a Bélgica, que enfrenta os Estados Unidos nesta segunda-feira (6) por uma vaga nas quartas de final, cobrou explicações da Fifa por revogar o cartão vermelho.

Em nota, a Federação Belga de Futebol afirmou que ainda não recebeu "nem a decisão da Fifa, nem qualquer explicação sobre esse caso". Segundo a entidade, "nessas circunstâncias, não resta outra opção a não ser contestar a elegibilidade do jogador para a próxima partida".

Os belgas argumentam que o "Artigo 66.4 do mesmo Código Disciplinar da Fifa prevê claramente que um cartão vermelho (expulsão) resulta automaticamente em suspensão para a próxima partida da equipe, como tem sido o caso de todos os cartões vermelhos anteriores aplicados durante esta Copa".

A entidade que rege o futebol da Bélgica também apontou que a liberação do atacante contraria diretamente o Artigo 10.5 do Regulamento da própria Copa do Mundo de 2026, reforçando que a punição deveria ser automática. De acordo com os belgas, essa regra foi reafirmada pela Fifa em circulares e reuniões oficiais antes de cada partida do torneio.

Sob a alegação de proteger os princípios fundamentais de "fair play" e os direitos das seleções participantes, a federação belga informou que já está investigando todas as opções diante do caso.

Mais cedo, a União Europeia e a Uefa também criticaram a Fifa por anular o cartão do jogador após pedido de Trump.

Decisão comemorada por Trump e técnico dos EUA



No domingo (5), Trump já havia parabenizado a Fifa por anular o cartão:

"Obrigado à Fifa por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!", publicou o presidente.
 

Durante uma coletiva de imprensa também no domingo, o técnico da seleção norte-americana, Mauricio Pochettino, celebrou a decisão.

"Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia-Herzegovina ao jogar com um a menos por 30 minutos, em uma decisão completamente injusta. E não só porque sou o técnico da seleção dos Estados Unidos e preciso defender meu lado. É porque acredito que 99,9% das pessoas concordam que aquele cartão vermelho foi injusto", disse o treinador argentino.