Quarta-feira - 10:32 - A mãe disse que finalmente o aceitava, mas estava atraindo ele para uma emboscada. Veja Abaixo

08 de julho de 2026 · WM · Notícias em Geral

Ela dizia que “preferia ter um filho morto a ter um filho homossexual”. Anos depois, colocou essa frase em prática.

Esse é o caso de Itaberli Lozano Rosa, um adolescente de 17 anos assassinado pela própria mãe em um dos crimes motivados por homofobia que mais chocaram o Brasil.

O caso aconteceu em 29 de dezembro de 2017, em Cravinhos, no interior de São Paulo.

Ela não aceitava a orientação sexual do filho e se irritava porque ele gostava de maquiagem, roupas coloridas e chegou a pedir uma boneca Barbie quando era criança.

Com o passar dos anos, Itaberli foi expulso de casa diversas vezes.

Em uma das ocasiões, segundo a investigação, Tatiana chegou a contratar cinco jovens para espancarem o próprio filho. O adolescente sobreviveu, mas continuou tentando reconstruir a relação com a mãe.

No fim de 2016, Tatiana ligou para Itaberli dizendo que queria recomeçar.

Afirmou que finalmente o aceitava e pediu que ele fosse até a casa dela.

Era uma emboscada.

Assim que chegou ao imóvel, Itaberli foi atacado por homens que, segundo o Ministério Público, haviam sido chamados para participar do crime.

Mesmo ferido, ele conseguiu escapar por alguns instantes e correu em direção à mãe, implorando por ajuda.

Segundo a investigação, Tatiana assistiu às agressões e fez sinal para que elas continuassem.

Quando o filho já estava sem forças para reagir, ela própria pegou uma faca e atingiu Itaberli no pescoço.

Depois do crime, os envolvidos colocaram o corpo no porta-malas de um carro e o levaram até um canavial, onde tentaram ocultá-lo ateando fogo.

Dias depois, os restos mortais do adolescente foram encontrados por trabalhadores da região.

Em 2019, Tatiana Lozano foi condenada a 26 anos e 8 meses de prisão por homicídio qualificado, por motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e ocultação de cadáver.

No fim, Itaberli não foi morto por um desconhecido.

Foi morto pela própria mãe, depois de acreditar que ela finalmente o havia aceitado.


Fonte: alerta_itaparica