Quarta-feira - 17:35 - Moraes rejeita pedido de Rodrigo Bacellar por julgamento presencial no STF. Veja Abaixo
Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou um pedido da defesa de Rodrigo Bacellar (União), ex-deputado estadual no Rio e ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), para que a corte julgue presencialmente se aceita ou não a denúncia contra ele.
O que aconteceu - Com a decisão, caso de Bacellar deve ser analisado no plenário virtual da Primeira Turma do STF entre 14 e 21 de agosto. O grupo é composto por Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino. No plenário virtual, os ministros apenas depositam seus votos no sistema. Se a Turma aceitar a denúncia, Bacellar se tornará réu.
PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou denúncia contra Bacellar em março. Ele é acusado, junto com o também ex-deputado da Alerj TH Joias, de ter usado seu cargo para atrapalhar investigações sobre o CV (Comando Vermelho). De acordo com a PGR, o êxito da operação Zargun, realizada em setembro de 2025 e que mirava TH Joias, foi comprometido após os deputados trocarem informações sobre a ação policial.
Bacellar foi preso em dezembro, na primeira fase da Operação Unha e Carne. Dias depois, acabou solto graças a uma votação entre os deputados da Alerj, mas foi preso de novo em março.
Também em março, no dia 24, Bacellar foi cassado pelo TSE. A decisão veio após julgamento do caso Ceperj, revelado pelo UOL. No esquema, mais de 27 mil funcionários públicos foram contratados pelo governo do Rio em 2022 para atuarem como cabos eleitorais do então governador Cláudio Castro (PL) e aliados.
Deputado do PL assumiu vaga de Bacellar na Alerj. Vaga foi para Carlos Augusto Nogueira Pinto porque Bacellar se elegeu pelo partido em 2022. Posteriormente, o ex-presidente da Alerj trocou a legenda pelo União Brasil, ao qual é filiado até hoje.
Fonte: Uol