Quarta-feira - 10:21 - Febre maculosa: 14 casos e quatro mortes no estado do Rio; Noroeste Fluminense está entre as regiões de maior incidência

12 de agosto de 2026

A Secretaria de Estado de Saúde confirmou que o estado do Rio de Janeiro registra 14 casos confirmados de febre maculosa e quatro mortes decorrentes da doença, conforme os dados consolidados até o dia 9 deste mês. O levantamento aponta que a região Noroeste Fluminense figura entre as áreas de maior atenção por parte das autoridades sanitárias, acompanhada pelo Norte do estado.

O registro mais recente no interior fluminense ocorreu no município de São Fidélis, após a conclusão da investigação sobre o falecimento do médico-veterinário Gabriel Serra, de 30 anos. Além deste caso no Norte Fluminense, o boletim epidemiológico aponta outras três mortes confirmadas no estado, sendo duas registradas em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, e uma em Campos dos Goytacazes.

Os dados históricos recentes demonstram uma variação nos registros estaduais. Em 2024, o estado contabilizou 46 casos confirmados e 19 mortes, enquanto o ano de 2025 fechou com 33 confirmações e 14 óbitos. Com base nos números apurados até a última segunda-feira (10), a Fundação Oswaldo Cruz aponta que a taxa de letalidade da doença no atual período chega a 28%.

Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde registra 3.055 casos da enfermidade no intervalo entre 2014 e 2026. Historicamente, o Rio de Janeiro enfrentou índices expressivos de letalidade em anos anteriores, como os 67% registrados em 2014, os 60% em 2022 e os 43% contabilizados no ano passado.

Itaperuna, Italva e Porciúncula

Especialistas da Fundação Oswaldo Cruz ressaltam que, embora haja uma redução no quantitativo de mortes em comparação com os anos anteriores, o período entre julho e novembro concentra a maior incidência de transmissão. No território fluminense, o risco de contágio se sobressai em municípios localizados nas regiões Norte e Noroeste, com destaque para localidades como Campos dos Goytacazes, Italva, Itaperuna, Macaé e Porciúncula, onde a presença do vetor exige atenção redobrada da população quanto aos sintomas iniciais e ao histórico de exposição em áreas rurais ou de vegetação.

Fonte: Rádio Natividade