Uma investigação da Polícia Federal revelou um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e direcionamento de contratos públicos que teria transformado órgãos estaduais em peças de uma engrenagem criminosa com atuação no Norte e Noroeste Fluminense. O caso ganhou novos desdobramentos com a prisão de um empresário de Itaperuna durante a quarta fase da Operação Unha e Carne.
Segundo decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, o grupo investigado atuava dentro da estrutura pública para favorecer empresas ligadas ao esquema, manipulando contratos milionários na área da Educação estadual.
A operação teve como um dos principais alvos o deputado estadual Thiago Rangel, apontado pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Federal como uma das lideranças políticas da organização investigada. As apurações descrevem uma estrutura considerada “estável e organizada”, com atuação em cidades como Campos dos Goytacazes, Bom Jesus do Itabapoana, Miracema e Itaperuna.
Entre os nomes citados nas investigações estão Deleon Lucas de Souza Carneiro, Vinicius de Almeida Rodrigues e Júcia Gomes de Souza Figueiredo.
Segundo a decisão da Suprema Corte, Vinicius de Almeida Rodrigues, conhecido como “Soltinho”, é apontado como sócio-administrador da empresa VAR Construtora, pessoa jurídica mencionada nas investigações envolvendo contratos ligados à área da Educação estadual.
As investigações também apontam que servidores e coordenadores regionais da Educação teriam participado do esquema, facilitando liberações de obras, indicando empresas e cobrando vantagens ilícitas. Conversas interceptadas pela Polícia Federal revelam diálogos considerados graves pelas autoridades, incluindo ameaças, intimidações e movimentações financeiras suspeitas.
Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a suspeita de utilização de dinheiro em espécie para abastecer o esquema. Relatórios anexados ao processo citam saques milionários, transferências bancárias e possíveis operações de lavagem de capitais envolvendo empresas e intermediários apontados como “laranjas”.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro determinou a suspensão de pagamentos a empresas investigadas, enquanto a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro informou que iniciou revisão administrativa nos contratos e procedimentos ligados às obras da rede estadual.
As defesas dos citados negam irregularidades e afirmam confiar no devido processo legal. Até o momento, todos são considerados investigados ou alvos da operação, respeitando-se o direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
Terça-feira – 08:32 – Operação da PF expõe suposto esquema milionário e abala bastidores políticos no Noroeste Fluminense. Veja Abaixo:
- Terça-feira – 08:23 – Um carro capotou no Morro da Mangueira, em Itaperuna. Veja Abaixo:

- Terça-feira – 08:56 – Nota de Falecimento. Veja Abaixo: