Notícias em Geral · 29 de outubro de 2025 às 08:20

Quarta-feira - 08:20 - Mega Operação no Rio de Janeiro: Pelo menos 50 corpos são levados por moradores para a praça da Penha mortes não constam no balanço oficial. Veja Abaixo

Pelo menos 50 corpos são levados por moradores para praça na Penha; mortes não constam do balanço oficial
O g1 apurou que os corpos estavam na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde se concentraram os confrontos entre as forças de segurança e traficantes.
Por Betinho Casas Novas, Eduardo Pierre, Rafael Nascimento, g1 Rio

Dezenas de corpos são levados por moradores para praça no dia seguinte a operação no Rio

Moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, levaram pelo menos 50 corpos para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais da região, ao longo da madrugada desta quarta-feira (29), o dia seguinte à operação mais letal da história do RJ.

O governo do RJ tinha afirmado nesta terça-feira (28) que 60 criminosos foram mortos durante a megaoperação na Penha e no Alemão — outros 4 policiais também morreram. Nesta quarta, o secretário da PM, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, informou que, a princípio, os corpos da praça não constam dessa contabilidade.

Haverá uma perícia para confirmar se há relação entre essas mortes e a operação.

Se realmente se tratar de novos óbitos, o total de mortes pode ultrapassar 100.

O g1 apurou ainda que os corpos estavam na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde se concentraram os confrontos entre as forças de segurança e traficantes. Moradores afirmaram que ainda há muitos mortos no alto do morro.

O ativista Raull Santiago é um dos que ajudaram a retirar os corpos da mata. “Em 36 anos de favela, passando por várias operações e chacinas, eu nunca vi nada parecido com o que estou vendo hoje. É algo novo. Brutal e violento num nível desconhecido”, disse.

Segundo apurou o g1, o objetivo do traslado dos corpos foi para facilitar o reconhecimento por parentes.

Depois, a Polícia Civil informou que o atendimento às famílias para o reconhecimento oficial ocorrerá no prédio do Detran localizado ao lado do Instituto Médico-Legal (IML), a partir das 8h. Nesse período, o acesso ao IML será restrito à Polícia Civil e ao Ministério Público, que realizam os exames necessários. As demais necropsias, sem relação com a operação, serão feitas no IML de Niterói.

Corpos largados em hospital
Mais cedo, moradores transportaram 6 corpos em uma Kombi para o Hospital Estadual Getúlio Vargas.

O veículo chegou em alta velocidade e saiu rapidamente do local.

 

Fonte Globo.com

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Notícias em Geral · 29 de outubro de 2025 às 00:35

Quarta-feira - 00:37 - Operação policial deflagrada no Rio foi antecedida por investigação que durou mais de um ano. Assista ao vídeo Abaixo

A operação policial deflagrada nesta terça-feira (28), no Rio de Janeiro, foi antecedida por uma investigação que durou mais de um ano.


As investigações que levaram à operação desta terça-feira (28) identificaram 94 bandidos do Comando Vermelho que estariam escondidos nos complexos do Alemão e da Penha. Acusados de assassinatos, tráfico de drogas, roubos de carros, entre outros crimes, que, segundo a polícia, usam o local para se esconder.

As 27 favelas dos dois complexos, na Zona Norte do Rio, ficam próximas a duas importantes vias da cidade: a Linha Vermelha, que liga o Centro à Baixada Fluminense e dá acesso ao Aeroporto Internacional do Galeão, e a Linha Amarela, que liga a Barra da Tijuca à Ilha do Governador.

O Alemão e a Penha ficam localizados em áreas montanhosas da cidade, cercados por matas, o que facilita a fuga de bandidos. A polícia afirma que as ordens para a tomada de territórios no estado passam por dois chefes da facção: Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que cumpre pena em um presídio federal; e Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso. Ele está solto e tem 269 anotações criminais e 26 mandados de prisão abertos.

Nesta terça-feira (28), o Disque-Denúncia aumentou de R$ 1 mil para R$ 100 mil a recompensa por informações que levem à prisão dele. Esse valor só tinha sido oferecido uma vez, por informações que levassem ao traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.

Nos últimos quatro anos, só o traficante Doca comandou a expansão do Comando Vermelho para quase 50 áreas entre bairros e favelas da capital e da Baixada Fluminense. Entre estes locais, a chamada Grande Jacarepaguá - 16 bairros na Zona Sudoeste que, em três anos, foram dominados pela quadrilha. São localidades que ficam entre duas grandes florestas: da Tijuca e do Parque da Pedra Branca - próximo às orlas da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes.

Uma guerra que deixou muitas mortes. Dados do Instituto de Segurança Pública do Rio mostram que, nos três primeiros anos da expansão nesses 16 bairros, foram registrados 833 assassinatos. Segundo a polícia, a maior parte deles decorrente da disputa entre o Comando Vermelho e grupos rivais.

Os investigadores também mostraram como a quadrilha impõe castigo a moradores, como uma mulher, que teria brigado em um baile funk e foi colocada em uma banheira de gelo, por horas, como castigo.

Essa expansão do Comando Vermelho vai muito além do Rio. O último levantamento da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senapen) mostra que a quadrilha já está em 24 estados do Brasil e no Distrito Federal. É uma espécie de intercâmbio do crime. Na operação desta terça-feira (28), 30 alvos eram bandidos de outros estados, entre eles, chefes do Comando Vermelho da Bahia, Ceará, Pernambuco, Espírito Santo, Rondônia, Amazonas e Pará.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, atribuiu o crescimento do Comando Vermelho à ADPF 635, que restringia operações policiais em comunidades do Rio:

“Depois de cinco anos de ADPF, muitas barricadas, muita dificuldade para polícia entrar. Ainda assim, é o que nós chamamos de filhotes dessa DPF maldita”.
Em junho de 2020, por causa do aumento da letalidade policial, o STF - Supremo Tribunal Federal determinou que só fossem feitas operações em comunidades do Rio em casos excepcionais e estipulou regras, como proibição do uso de escolas e unidades de saúde como base policiais durante as ações. E propôs um plano, se comprometendo a rever as práticas em operações.

O STF aceitou o plano, mas impôs condições. Entre elas, que o governo do Rio apresentasse uma proposta de reocupação dos territórios dominados pelo crime organizado. O governo cumpriu parte dessas determinações e, no último dia 15, sinalizou ao STF que pretende retomar o controle da Grande Jacarepaguá, na Zona Sudoeste da cidade.

Durante a operação desta terça-feira (28), Cláudio Castro disse que é preciso integração com o governo federal:

“O Supremo Tribunal Federal falou, em uma decisão - a primeira da história conjunta dos 11 ministros - que esse financiamento e essa integração têm que acontecer. Eu prefiro ser otimista e acreditar que, já que não por vontade própria, por imposição do Supremo Tribunal Federal, essa integração acontecerá por livre e espontânea pressão”.

O governador também reclamou que não foi atendido em um pedido feito às Forças Armadas para usar os blindados em outras ações no Rio de Janeiro:

“Infelizmente, dessa vez, como ao longo desse mandato inteiro, não temos o auxílio nem de blindados, nem de nenhum agente das forças federais, nem de segurança, nem de defesa. Para uma guerra dessa, que nada tem a ver com a segurança urbana, realmente nós deveríamos ter um apoio muito maior. Talvez, até mesmo, nesse momento, até de Forças Armadas porque essa é uma luta que já extrapolou toda ideia de segurança pública. Por isso, essa integração é tão importante. Isso aqui não é uma briga política. Na verdade, é um clamor por ajuda. As forças de segurança do Rio de Janeiro estão sozinhas”.

Fonte: G1 Globo

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Notícias em Geral · 28 de outubro de 2025 às 23:40

Terça-feira - 23:40 - 64 mortos, 81 presos e mais: veja os números da megaoperação que se tornou a mais letal da história do Rio. Veja Abaixo

Uma megaoperação das polícias Civil e Militar nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, deixou quatro policiais mortos além de oito agentes feridos, na manhã desta terça-feira. De acordo com a Polícia Civil, 60 suspeitos foram mortos. Quatro moradores também foram atingidos. O objetivo da ação é cumprir mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho (CV), 30 deles de fora do Rio, escondidos nos dois conjuntos de favelas, identificados pela investigação como bases do projeto de expansão territorial do CV. Até o início da noite, 81 pessoas foram presas e 93 fuzis foram apreendidos na ação, que mobiliza 2,5 mil policiais e também promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ).

Os números da megaoperação no Rio:
60 suspeitos mortos
2 policiais militares mortos
2 policiais civis mortos
9 policiais feridos
4 moradores da região atingidos
81 suspeitos presos
2,5 mil agentes de segurança
93 fuzis apreendidos
71 ônibus usados como barricadas
100 mandados de busca e apreensão

Fonte: Extra

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Notícias em Geral · 28 de outubro de 2025 às 22:57

Terça-feira - 22:59 - Complexos do Alemão e Penha voltam a ter tiroteio após dia de guerra: 'Ninguém dorme'. Assista ao vídeo Abaixo

Rio - Moradores dos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio, voltaram a ouvir intensos tiroteios na noite desta terça-feira (28). O clima durante todo o dia foi de guerra e de sensação de insegurança.

A megaoperação realizada pelas polícias Civil e Militar começou na manhã de hoje e ainda não terminou. Agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) seguem na área de mata para reforçar o policiamento.

Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ouvir os disparos. "Hoje ninguém dorme no Alemão", escreveu um morador. Veja o vídeo abaixo:

Ao todo, 60 suspeitos e quatro policiais morreram em confrontos. Outras quatro pessoas foram vítimas de balas perdidas. A operação resultou ainda em 81 prisões, 93 fuzis apreendidos e mais de meia tonelada de drogas confiscadas.
Operação Contenção
A ação conjunta, considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro, mobilizou 2,5 mil policiais, com a participação do Ministério Público, e teve como objetivo cumprir mandados de prisão e conter a expansão territorial do Comando Vermelho.

Segundo o governo do estado, a Operação Contenção é resultado de mais de um ano de investigação conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), nos complexos do Alemão e da Penha, que reúnem 26 comunidades.

"A reação dos criminosos mostra que estamos no caminho certo. O estado não vai recuar até prender as principais lideranças e devolver a tranquilidade à população. As forças de segurança continuam nas ruas, garantindo a volta para casa e a normalidade da vida dos cidadãos. Nosso compromisso é com a segurança da população e com o enfrentamento das lideranças criminosas", afirmou Castro.

O secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, falou sobre a ação em uma área territorial extensa. "Estamos falando de uma região com cerca de 9 milhões de metros quadrados, o que corresponde a dois bairros de Copacabana, onde vivem mais de 200 mil pessoas", analisou.

Já o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, destacou a importância da inteligência nesse tipo de operação. "Nossas equipes agiram de forma estratégica para capturar ou neutralizar narcoterroristas que tiram a liberdade e a tranquilidade da população", enfatizou o secretário Felipe Curi.

Participaram da operação policiais do Comando de Operações Especiais (COE), de unidades operacionais da Polícia Militar da capital e da Região Metropolitana, além de agentes da Core, do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) reforçou a vistoria nos presídios com lideranças do Comando Vermelho e apreendeu celulares e drogas. E também monitora 30 presos que violaram o sistema de tornozeleira eletrônica na região da operação. A Vara de Execuções Penais (VEP) vai expedir mandados de prisão para todos.

Fonte: O Dia

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Notícias em Geral · 28 de outubro de 2025 às 22:22

Terça-feira - 22:20 - HOMEM É MORTO COM TIRO NA CABEÇA NESTA NOITE DE TERÇA (28) EM ITAPERUNA. Assista ao vídeo Abaixo

Um moto taxista identificado como Paulo Vítor Quirino Cúrcio, de 26 anos, foi assassinado na noite desta terça-feira (28) em Itaperuna.

Segundo as primeiras informações, o crime ocorreu na Rua Darci Vargas, próximo a um supermercado. Paulo Vítor foi atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça.

Ainda de acordo com relatos, após ser baleado, a vítima seguiu por alguns metros e veio a cair com sua motocicleta já sobre a "Ponte do Claudão". O tiro teria transfixado a cabeça do jovem, confirmando o homicídio no local.

Imagens que circulam em redes sociais mostram populares ao redor da vítima, caída ao lado da moto, enquanto acionavam o socorro.

A Polícia Militar foi acionada para preservar a cena do crime até a chegada da perícia.

REPORTAGEM: MLD / BLOG DO ADILSON RIBEIRO

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Notícias em Geral · 28 de outubro de 2025 às 21:43

Quarta-feira - 21:37 - Informação de possível homicídio na ponte do Claudão, em Itaperuna. Veja Abaixo

Na noite desta terça-feira (28), surgiram informações de que um homem teria sido alvejado por disparo de arma de fogo nas proximidades da ponte do Claudão, em Itaperuna (RJ).

Nas imagens que circulam nas redes sociais, é possível ver um homem deitado no chão, enquanto populares acionam o socorro.

Até o momento, as autoridades não confirmaram oficialmente a ocorrência, e as circunstâncias do caso ainda estão sendo apuradas.

Nossa equipe segue acompanhando o caso. Mais detalhes em breve.

Da Redação do Blog do Adilson Ribeiro

Notícias em Geral · 28 de outubro de 2025 às 20:56

Terça-feira - 20:51 - Sangue na guerra do Rio: recém-promovido e homem do Bope entre os quatro policiais mortos em megaoperação. Veja Abaixo

Também caíram em combate os homens do Bope ;Cleiton Serafim Gonçalves, 3º sargento, e Herbert, cujo sobrenome ainda não foi divulgado oficialmente.
Cleiton havia sido guarda municipal em Volta Redonda antes de vestir o preto da tropa de elite,eles estavam na linha de frente da incursão e foram surpreendidos por tiros vindos de uma laje.

O governador Cláudio Castro decretou luto oficial de três dias. Nas delegacias e batalhões, o clima é de desolação e bandeiras a meio-mastro, olhos marejados, silêncio pesado.
Nas redes sociais, as homenagens se multiplicam: “Heróis de farda”, “não serão esquecidos”, “morreram servindo”.

“Esses homens saíram de casa para proteger a sociedade e não voltaram. É um dia de dor para toda a polícia do Estado”, declarou o secretário de Polícia Civil, Marcus Amim.

Enquanto famílias choram seus mortos, o Rio revive o mesmo drama que se repete há décadas: a guerra que não termina, a violência que renasce em cada operação.
As investigações tentam entender o que deu errado mas nas ruas, a pergunta é outra: quantas vidas ainda serão sacrificadas nessa guerra sem fim?

Marcus, Rodrigo, Cleiton e Herbert.
Quatro nomes. Quatro histórias.
Quatro homens que acreditaram na farda — e pagaram com a própria vida.

 

Por Nathália Schwartz

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