

Um homem de 46 anos foi preso em flagrante após furtar uma lata de leite em pó no interior de uma drogaria localizada na Rua Assis Ribeiro, Centro de Itaperuna.
Na tarde desta quarta-feira (07), o suspeito causou confusão no estabelecimento, pegou uma lata de leite em pó (foto) e saiu sem efetuar o pagamento. Uma guarnição da Polícia Militar, que realizava patrulhamento nas proximidades, foi acionada e conseguiu deter o homem logo em seguida.
Com ele, os agentes encontraram o produto furtado e uma faca. Momentos antes do delito, o suspeito teria ameaçado uma pessoa, exibindo a arma branca.
Autuado por furto a estabelecimento comercial na 143ª DP, o homem permaneceu preso à disposição da Polícia Civil e será apresentado em audiência de custódia, em Campos dos Goytacazes.
Fonte: Jorge Luiz
Os Estados Unidos poderiam manter o controle da Venezuela e de seu petróleo por vários anos, disse Donald Trump em entrevista publicada nesta quinta-feira (8) pelo The New York Times, na qual o presidente celebrou a "ótima relação" com o governo interino em Caracas.
As forças americanas lançaram um ataque na Venezuela em 3 de janeiro para derrubar o presidente Nicolás Maduro, que foi levado para Nova York junto com sua esposa, Cilia Flores, sob acusações de tráfico de drogas.
"Só o tempo dirá", declarou Trump quando o The New York Times lhe perguntou por quanto tempo os Estados Unidos pretendem manter o controle da Venezuela.
Quando questionado se se referia a três meses, seis meses ou um ano, Trump respondeu: "Eu diria muito mais".
A operação americana, que incluiu comandos terrestres, bombardeios aéreos e uma enorme força naval, deixou 100 mortos e feriu Maduro e a esposa, afirmou o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, na quarta-feira, aumentando assim o número de mortos confirmado até então.
Nesse contexto, o governo Trump declarou abertamente que os Estados Unidos ditarão as decisões do governo interino venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez, e controlarão indefinidamente as vendas de petróleo do país.
A presidência interina de Rodríguez tem duração máxima de 180 dias, após os quais o governo deverá convocar eleições.
A empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) "está atualmente negociando com os Estados Unidos a venda de volumes de petróleo, no âmbito das relações comerciais existentes entre os dois países", afirmou um comunicado da empresa.
A indústria petrolífera venezuelana está sujeita a sanções dos EUA desde 2019, durante o primeiro mandato de Trump. Atualmente, a Chevron é a única multinacional que opera no país, devido a uma licença especial.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, havia declarado anteriormente que Washington controlaria as vendas de petróleo venezuelano "indefinidamente".
Além disso, Trump afirmou que a Venezuela só comprará produtos fabricados nos EUA com o dinheiro dessas vendas.
Trump anunciou na terça-feira que o governo interino de Delcy Rodríguez entregaria até 50 milhões de barris de petróleo para venda sob o controle de Washington.
A Venezuela possui aproximadamente um quinto das reservas mundiais de petróleo, cerca de 303 bilhões de barris, principalmente petróleo bruto pesado e extrapesado. Sua produção atual gira em torno de um milhão de barris por dia.
Petro, que foi o centro de uma acirrada troca de farpas com Trump, ligou para ele, e os dois combinaram de se encontrar em breve na Casa Branca, segundo uma mensagem que Trump publicou em sua plataforma de mídia social, Truth Social.
Petro "ligou para explicar a situação das drogas e outras divergências que tivemos. Gostei da ligação e do tom da conversa", disse Trump.
Petro revelou que, após a prisão de Maduro, ligou para Delcy Rodríguez dois dias atrás e propôs um diálogo "mundial" para "estabilizar" a Venezuela.
"Oportunidade"
Os Estados Unidos planejam depositar todos os lucros das vendas de petróleo em contas sob seu controle "e esses fundos serão distribuídos em benefício do povo americano e do povo venezuelano", afirmou Karoline Leavitt.
"Continuamos mantendo estreita coordenação com as autoridades interinas, e suas decisões continuarão sendo ditadas pelos Estados Unidos da América", declarou.
Na sexta-feira, Trump se reunirá com representantes de empresas petroleiras americanas na Casa Branca para discutir "a imensa oportunidade que se apresenta a elas" na Venezuela, disse Leavitt.
"Não estamos roubando o petróleo de ninguém", afirmou o secretário de Energia.
Atualmente, a China é o principal cliente do petróleo venezuelano, que chega aos seus portos a preços reduzidos devido às sanções americanas e à dificuldade de transportá-lo.
*Com informações da AFP
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