Sábado 18:10 - Rua do Hospital São José do Avaí: obra milionária, abandono real. Assista ao vídeo abaixo
A rua principal de acesso ao Hospital São José do Avaí, uma das unidades de saúde mais importantes do município, segue em estado de completa intransitabilidade. Materiais de obra abandonados sobre as calçadas, lama, entulho e desníveis impedem a circulação segura de pedestres, cadeirantes e profissionais da saúde. Após as chuvas, o cenário se agrava e expõe, de forma ainda mais cruel, o descaso do poder público.
O que deveria ser um corredor de acesso rápido e seguro para ambulâncias, pacientes e trabalhadores da saúde transformou-se em um obstáculo diário. Relatos apontam que a obra, anunciada com cifras milionárias, não entregou melhorias concretas e tampouco respeito à população que depende daquele espaço para salvar vidas.
A gestão do prefeito Emanuel Medeiros, o Nel, e a condução da obra sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Obras, liderada por Mônica Anselmo, precisam ser questionadas. Onde está o planejamento? Onde está a fiscalização? E, sobretudo, onde foi parar o dinheiro público investido?
Não se trata apenas de infraestrutura urbana. Trata-se de dignidade, acessibilidade e segurança. Cadeirantes não conseguem transitar. Profissionais da saúde enfrentam riscos diários para chegar ao trabalho. Ambulâncias encontram dificuldades em acessar o hospital em momentos críticos, quando minutos podem significar a diferença entre a vida e a morte.
O abandono do entorno de uma unidade hospitalar revela mais do que falhas administrativas: escancara uma gestão que falha em priorizar o essencial. Saúde não combina com improviso, e obras públicas não podem ser tratadas como peças de marketing político desconectadas da realidade.
A população cobra respostas. Cobra transparência. Cobra providências imediatas. O que está em jogo não é apenas uma rua esburacada, mas o respeito àqueles que cuidam e àqueles que precisam ser cuidados.
Até quando o silêncio oficial vai prevalecer sobre o direito de ir e vir e sobre a urgência da saúde pública?
Por Nathália Shuwartz
