Quinta-feira - 00:16 - RIO MURIAÉ COMEÇA A BAIXAR LENTAMENTE EM ITAPERUNA. Veja Abaixo
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Moradores do distrito de Nossa Senhora da Penha, em Itaperuna (RJ), denunciam o abandono da Escola Municipal José Rodrigues de Almeida, às vésperas do início do ano letivo. Imagens enviadas à reportagem mostram o que deveria ser um espaço de acolhimento e aprendizado completamente tomado pelo mato, sem qualquer sinal de manutenção ou preparo para receber os alunos.
A situação expõe um cenário de descaso da Secretaria Municipal de Educação, atualmente sob responsabilidade de Alice Bittencourt. Em pleno mês de início das aulas, a unidade escolar apresenta condições incompatíveis com a presença de crianças, professores e funcionários, colocando em xeque a segurança, a higiene e o respeito à comunidade escolar.
“Quais são as condições de iniciar as aulas com a escola desse jeito?”, questiona uma moradora indignada. Segundo ela, o abandono é visível e antigo, e não houve qualquer mobilização para limpeza ou organização do espaço, mesmo com o calendário escolar já definido. Ainda de acordo com o relato, direção e corpo docente não teriam acionado a prefeitura para solicitar providências, apesar da situação crítica.
O caso evidencia mais do que mato alto: revela falta de zelo com a educação pública, negligência administrativa e desrespeito com alunos e famílias que dependem da escola municipal. Em um município onde discursos oficiais frequentemente exaltam compromisso com a educação, a realidade encontrada na Escola José Rodrigues de Almeida contradiz as promessas.
A responsabilidade recai não apenas sobre a Secretaria de Educação, mas também sobre o prefeito Emanuel Medeiros Nel, gestor máximo do município, que precisa explicar por que escolas da rede municipal chegam ao início do ano letivo em estado de abandono.
Educação começa pelo básico: manutenção, dignidade e respeito. O que se vê em Nossa Senhora da Penha é o oposto disso e a população cobra respostas urgentes.
Nathália Schwartz
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O desabamento de uma residência na Rua Valdir Macedo, no bairro Horto Florestal, em Itaperuna, não pode ser tratado como um acidente imprevisível. Trata-se de uma tragédia anunciada, marcada por alertas ignorados, avaliações técnicas equivocadas e uma resposta institucional que falhou em seu dever mais básico: proteger vidas.
Segundo relato de dona Rosana, moradora da residência atingida, agentes da Defesa Civil de Itaperuna estiveram no local ainda pela manhã e afirmaram que o imóvel não apresentava risco iminente de desabamento. A avaliação, no entanto, contrariava sinais visíveis e alarmantes. A parede da casa estava estufada, emitindo estalos indícios claros de comprometimento estrutural.
“Eu avisei que a casa estava cedendo. A parede estufou, começou a estalar e, de repente, veio tudo abaixo. Só consegui escapar por pouco”, relatou a moradora, ainda abalada.
No imóvel residiam também o marido de Rosana e dois netos. Por circunstâncias que beiram o acaso, uma tragédia maior foi evitada. Ainda assim, a família perdeu o lar e precisou buscar abrigo emergencial, sendo acolhida provisoriamente no Colégio São José.
A jornalista Ivonete de Oliveira, que acompanha de perto a situação, manifestou indignação com a atuação da Defesa Civil e com a condução da gestão municipal, sob responsabilidade do prefeito Emanuel Medeiros Nel. Para ela, o episódio revela despreparo técnico, negligência e ausência de protocolos eficazes diante de cenários de risco claramente identificáveis.
O caso levanta questionamentos graves:
Por que os alertas da moradora não foram levados em consideração?
Quais critérios técnicos embasaram a liberação do imóvel poucas horas antes do colapso?
Quantas outras residências em áreas vulneráveis estão hoje sob risco semelhante?
Em um município frequentemente afetado por chuvas intensas, deslizamentos e alagamentos, a Defesa Civil deveria atuar de forma preventiva, cautelosa e rigorosa. Quando isso não ocorre, o resultado é a perda de lares, o trauma de famílias inteiras e a sensação de abandono por parte do poder público.
O desabamento no Horto Florestal não foi apenas um evento isolado. É um sintoma de falhas estruturais na gestão de riscos em Itaperuna. E, diante dos fatos, o silêncio ou a tentativa de minimizar responsabilidades apenas reforça a gravidade do ocorrido.
A pergunta que permanece é incômoda, mas necessária: será preciso perder vidas para que alertas sejam finalmente levados a sério?
Nathália Schwartz
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