Autor

Vanessa Gualandi

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Notícias em Geral · 31 de maio de 2020 às 23:27

Domingo - 23:25 - Celso de Mello compara Brasil à Alemanha nazista e vê país à beira do golpe. Veja Abaixo

Ministro mais antigo do STF mandou mensagem dramática aos colegas na madrugada, alertando para o risco de um golpe militar.

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inistro mais antigo do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello mandou uma mensagem dramática aos colegas da Corte na madrugada deste domingo (31/05), alertando para risco de rompimento iminente da ordem democrática no Brasil. No texto, ele compara o momento atual do país com a ascensão de Adolf Hitler ao poder e a transformação da Alemanha em um nação nazista, totalitária.

A mensagem foi revelada pelo jornalista Diego Escosteguy, do site Vortex.

Segundo o texto do decano da Corte, que deve se aposentar compulsoriamente em setembro, após completar 75 anos, a situação atual lembra a queda da República de Weimar, a última tentativa democrática de governo na Alemanha antes da ascensão nazista.

“INTERVENÇÃO MILITAR”, como pretendida por bolsonaristas e outras lideranças autocráticas que desprezam a liberdade e odeiam a democracia, NADA MAIS SIGNIFICA, na NOVILÍNGUA bolsonarista, SENÃO A INSTAURAÇÃO , no Brasil, DE UMA DESPREZÍVEL E ABJETA DITADURA MILITAR !!!!”, escreveu Celso de Mello.










Na última terça-feira (26/05), em sessão virtual da Segunda Turma do STF, Celso de Mello havia feito um discurso sobre a importância da independência do Poder Judiciário na manutenção da democracia e da liberdade. O magistrado é relator do inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal, conforme acusação do ex-ministro Sergio Moro. E desde então vem sendo alvo de pesados ataques de Bolsonaro e de seus seguidores.

“Entendo, senhora presidente, que sem um Poder Judiciário independente, que repele injunções marginais e ofensivas ao postulado da separação de poderes e que buscam muitas vezes ilegitimamente controlar a atuação dos juízes e dos tribunais, jamais haverá cidadãos livres nem regime político fiel aos princípios e valores que consagram o primado da democracia”, disse o ministro.

“Sem um Poder Judiciário independente não haverá liberdade nem democracia”, resumiu.

A presidente, no caso, era a ministra Carmen Lúcia, que havia iniciado a sessão dizendo que “sem o Judiciário, não há o império da lei, mas a lei do mais forte”.

O que foi a República de Weimar

Terminada a Primeira Guerra Mundial, com a Alemanha derrotada submetida às duríssimas sanções do Tratado de Versalhes, os alemães se debruçavam sobre a tarefa hercúlea de substituir o império por um novo sistema e uma nova forma de governo. A República de Weimar foi a resposta inicial.

Depois de uma Assembleia Constituinte, decidiu-se que o país teria um parlamento com duas Casas (como hoje no Brasil) e teria o comando da nação dividido entre um chefe de governo, o chanceler, que responderia pela administração geral, e o chefe de Estado, o presidente, que trataria de áreas como diplomacia e Forças Armadas.

As compensações impostas pelos países vencedores, entretanto, cobravam um preço elevadíssimo da sociedade alemão, com a pobreza crescente, o desemprego explodindo e a inflação galopante. A tensão política se avolumava. Um levante comunista foi contido, mas a rixa entre conservadores e revolucionários, entre democratas e saudosos do império, se aprofundava, embora a cultura florescesse. Veio o colapso mundial do crash de 1929.

Nesse contexto surge Hitler e seu Partido nazista, prometendo a volta da ordem, a restauração do orgulho e da força alemã, embalado por suas tropas paramilitares, milícias dedicadas a acabar com qualquer adversário. Em 1933, ele é nomeado chanceler, ainda sob o regime democrático. Em 1934, contudo, ele aproveita a morte do marechal von Hindenburg e toma também o cargo de presidente para si, amealhando poderes totalitários. O resto, o mundo veria em seguida, com o militarismo crescente, as perseguições a judeus, ciganos, homossexuais e demais minorias, que resultaria nos horrores da Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Metrópoles

 

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Notícias em Geral · 31 de maio de 2020 às 22:54

Domingo - Coronavírus - 22:50 - Brasil chega a 29.314 mortes e tem 514,8 mil casos confirmados. Veja Abaixo

Números foram atualizados pelo Ministério da Saúde neste domingo (31/05). Nas últimas 24h, 480 pessoas morreram em decorrência da Covid-19.

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e acordo com o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde neste domingo (31/05), o Brasil tem 514.845 casos confirmados de coronavírus e 29.314 mortes em decorrência da doença. Desde a atualização feita nesse sábado (30/05), foram registrados mais 480 falecimentos e 16.409 pacientes receberam diagnóstico posit ca-de-28-mil-mortos-e-tem-498-440-casos" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Desde a atualização feita nesse sábado (30/05), foram registrados mais 480 falecimentos e 16.409 pacientes receberam diagnóstico positivo para Covid-19.Entre as unidades da Federação mais afetadas pela Covid-19, estão: São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Ceará e Pará.

Com os números divulgados no sábado, o Brasil passou a ocupar o 4º lugar do ranking de nações com mais óbitos causados pelo novo coronavírus – atrás apenas dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Itália.

Em relação ao número de casos, o país já ocupava a 2ª posição – os EUA lideram a quantidade de registros da doença, mesmo sendo uma das nações que menos realizam testes.

Fonte: Metrópoles.

 

 

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Notícias em Geral · 31 de maio de 2020 às 22:32

Domingo - 22:30 - Registros históricos da pandemia.Veja Abaixo

Associação de Imprensa Campista abre inscrições para mostra fotográfica que irá documentar transformações sociais em decorrência do coronavírus.
 

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isolamento e distanciamento social em decorrência da pandemia do coronavírus vêm provocando mudanças significativas na organização social. Estabelecimentos fechados, ruas vazias (ainda que nem tanto) e pessoas usando máscaras compõem esse novo e assustador cenário e marcam um período histórico da humanidade. Com o intuito de documentá-lo em imagens e, assim, incitar a reflexão, a Associação de Imprensa Campista (AIC) decidiu montar um “painel fotográfico virtual” com registros da população que retratam essas transformações recentes. As inscrições estão abertas para toda a comunidade de Campos até o dia 30 de maio de 2020.

Segundo o presidente da AIC, Wellington Cordeiro, a fotografia é capaz de enxergar esse vazio das cidades, o medo nos olhos das pessoas e as iniciativas de enfrentamento ao isolamento forçado. “Os fotógrafos têm o poder de contar histórias através de imagens e essas imagens nos ajudarão a refletir o futuro”.


Ana Paula Bessa retratou a natureza no período de quarentena (Reprodução)

A proposta da Associação é selecionar as fotografias que ilustram a pandemia por um viés artístico e subjetivo, amador ou profissional. O resultado desses olhares será apresentado em uma mostra virtual que estará disponível em um site a ser divulgado posteriormente.

A psicóloga e fotógrafa amadora, Ana Paula Bessa, está participando da mostra. Ela encaminhou as fotografias que fez de seu apartamento em que registra a solidão e a angústia causada pelo isolamento social. “Trago minha câmera como companheira nos momentos importantes da minha vida. E diante dessa pandemia, não poderia ser diferente. Acredito que é possível encontrar beleza em todos os lugares, ainda que em meio à tristeza”, disse.


Jane Rangel flagrou pássaros na fiação elétrica durante o isolamento social (Reprodução)

Ana Paula começou a fazer os registros no mês de abril, quando, sozinha, percebeu que o isolamento lhe proporcionou um contato com a paisagem urbana e com a natureza que não tinha antes. “Isolamento significa recolhimento, mas não nos impede de registrar, ainda que somente da varanda, o Universo nos apresenta. A câmera me aproxima e me conecta com esse belíssimo espetáculo diário, trazendo a energia que preciso para seguir acreditando que tudo isso vai passar”, concluiu.

Como participar
Fotógrafos profissionais e amadores podem encaminhar seus registros feitos no município de Campos dos Goytacazes. Cada um poderá enviar até 6 fotografias em boa resolução para o endereço eletrônico do projeto: aic.projetosculturais@gmail.com. O material será recebido até o dia 30 de maio. No e-mail, é importante que o fotógrafo faça uma pequena apresentação pessoal, além de informar seus contatos e relatar a data e o local em que a fotografia foi feita.


O fotógrafo Carlos Grevi do Terceira Via também fez seu registro durante pandemia em Campos

A seleção das imagens ficará a cargo de curadoria convidada pela AIC, sendo composta por especialistas na área. Os selecionados receberão um certificado de participação na mostra e terão a chance de concorrer a diversos livros em um sorteio que ocorrerá durante o período da exposição. É importante lembrar que o envio das fotos já presume que o fotógrafo cede os direitos autorais para a mostra. Quanto ao direito de imagem, a organização pede que cada um tenha cuidado na captação de cenas que identifiquem as pessoas e, se caso acontecer, que seja solicitada autorização das mesmas para a exposição. “Por estarmos em um momento de isolamento social, chamamos atenção para que cada participante tome as medidas necessárias de proteção para atuar nas ruas”, informou o Wellington Cordeiro.

Os fins de tarde em tempos de pandemia por Tathiana Gonçalves (Reprodução)

Concurso do IFF O Instituto Federal Fluminense (IFF), por meio da Diretoria de Políticas Estudantis, Culturais e Esportivas, também lançou Concurso de Fotografia e de Vídeo Digital “Ócio Criativo – em tempos de Coronavírus, um isolamento produtivo”. O objetivo é semelhante ao da AIC: registrar os efeitos sociais e subjetivos da pandemia. As inscrições também são gratuitas e podem ser feitas até o dia 30 de maio.

Ao todo, serão 60 produções — 45 fotografias e 15 vídeos digitais — classificadas pelo Júri Popular, por meio de votação online no perfil do Facebook do IFF. Essas produções selecionadas farão parte de uma Exposição que percorrerá todos os campi do Instituto. Todas as informações sobre o Concurso estão disponíveis no Portal de Seleções do IFF.

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