Durante o evento de lançamento da pré-candidatura de Douglas Ruas ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, realizado em Itaperuna, o deputado federal e presidente estadual do PL, Altineu Côrtes, fez críticas diretas ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, apontado como possível adversário na disputa estadual de 2026.
Em discurso no palanque, Altineu afirmou que Eduardo Paes “engana prefeitos e vereadores” e declarou que o prefeito não teria identificação política com o interior fluminense. O parlamentar também fez críticas ao modelo de segurança implantado nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), implementadas durante os governos de Sérgio Cabral, relacionando o processo ao suposto deslocamento de facções criminosas para municípios do interior do estado.
Segundo ele, a ocupação de comunidades na capital teria contribuído para a migração de integrantes do Comando Vermelho para cidades como Itaperuna, Campos dos Goytacazes, Cabo Frio, Macaé e São Gonçalo.
Altineu também ironizou aparições públicas de Eduardo Paes em atividades rurais, afirmando que o prefeito busca demonstrar proximidade com o interior apesar de não possuir histórico ligado ao setor agropecuário.
As declarações foram feitas durante o evento que marcou o lançamento da pré-candidatura de Douglas Ruas ao Governo do Estado e reforçam o clima de antecipação da disputa pelo Palácio Guanabara.
O discurso gerou repercussão política e nas redes sociais, onde apoiadores e críticos passaram a comentar as declarações e a relembrar reportagens envolvendo o nome de familiares do parlamentar.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, o empresário Altineu Côrtes Paesler Coutinho, filho do deputado, teria sido sócio de Flávio Jandoso Navarro, ligado à empresa Rede Sol Fuel Distribuidora, citada em investigações que apuram possíveis conexões entre o setor de combustíveis e organizações criminosas.
As reportagens também apontam que um fundo de investimentos teria adquirido cerca de R$ 30 milhões em recebíveis da empresa, sendo posteriormente citado em apurações sobre suposto financiamento de atividades ilícitas atribuídas ao crime organizado. O empresário, segundo registros citados pela imprensa, deixou a sociedade, mantendo atuação em outros empreendimentos no setor de mineração.
O episódio amplia o ambiente de tensão política no estado e intensifica a troca de críticas entre grupos rivais, em um cenário que já antecipa a polarização da disputa pelo Governo do Rio de Janeiro em 2026.