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Itaperuna - Sábado - 10:45 - A matemática é mais fácil do que parece; comprova ex-professor da UNIG, João Vinhosa.
É o que comprova o ex-professor da UNIG João Vinhosa, ao ensinar à distância a matéria para cegos
A experiência, que já havia sido noticiada pelo Blog do Adilson Ribeiro em janeiro de 2019, está sendo repleta de êxito, conforme o artigo a seguir transcrito do blog Alerta Total
sexta-feira, 26 de abril de 2019
Matemática desmistificada no ensino para cegos
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Damos um intervalo providencial nas crises Política, Econômica e Moral do Brasil para compartilhar uma experiência educacional bem sucedida. Voltamos a falar do trabalho do professor e engenheiro João Batista Pereira Vinhosa. É um caso que os governos deveriam avaliar, aplicar e ampliar.
Em 24 de janeiro de 2019, o Alerta Total publicou o artigo “Revolução à vista no ensino da Matemática?”, tratando de um assunto da maior relevância e de grande alcance social: a experiência de um grupo de estudos que foi formado no WhatsApp com o objetivo de promover o ensino à distância de Matemática Básica para Cegos.
A proposta inicial do grupo Entenda Matemática CVL consistia em levar, em tempo relativamente curto, pessoas que só sabiam efetuar as quatro operações fundamentais (soma, subtração, multiplicação e divisão) a dominar todos os conceitos de equações de segundo grau. Em outras palavras, o aluno seria levado do nível “zero” ao entendimento total do que realmente importa no conteúdo de Álgebra do ensino fundamental.
No artigo consta, também, que, diante do grande desafio – de Recife (PE), o professor ensinaria Matemática a um grupo de cegos de Cascavel (PR) – o provável êxito do grupo abalaria, de maneira definitiva, a reputação de a Matemática ser o vilão da Educação e de ser a grande responsável pelos altos índices de evasão escolar. Principalmente, abalaria a lenda segundo a qual a Matemática só era compreensível por pessoas inteligentes.
Nesta oportunidade, torna-se válido afirmar sem medo de errar: o êxito do grupo ficou comprovado da maneira mais categórica possível. Torna-se válido afirmar, pois o êxito do grupo ficou comprovado com a mensagem eletrônica encaminhada por um dos participantes à inúmeras pessoas e entidades que se interessam pelo ensino de matemática a cegos e a deficientes visuais.
É a seguinte a íntegra da mensagem encaminhada pelo aluno Gelcir, que, apesar de pedagogo, tinha sérias deficiências em sua formação matemática:
“Estou enviando um livro de matemática elaborado pelo professor João
Vinhosa, de Recife, estado do Pernambuco.
A ideia dessa obra é possibilitar um caminho, pelo qual seja possível a pessoa se apropriar da matemática básica.
Em meados de 2011, em pesquisas na internet, que não lembro qual era o objetivo, tive acesso a um vídeo que o professor propunha ensinar matemática para pessoas com "traumas" da matemática. Segundo o que ele afirmava, era que pessoas pulavam etapas na apropriação dessa matéria e outros problemas, que incutia na cabeça ser incapaz de aprender matemática. A isso ele chamou de trauma da matemática.
Contactei o professor via e-mail e ao obter a resposta, iniciamos um
diálogo em relação às pessoas cegas com grande lacuna na apropriação
matemática, já que isso tem sido um problema a nível de Brasil e uma pessoa com deficiência visual não está apartada dos problemas da sociedade.
A partir disso, o professor elaborou um livro, que inclusive o Enio chegou a imprimir em braile no Instituto Paranaense de Cegos - IPC.
O professor João Vinhosa buscou também por infindáveis possibilidades a publicação da obra em braile, mas sem sucesso.
Ocorre que resolvemos experimentar a proposta pensada, e por meio de ligação via WhatsApp, tirando dúvidas, também colocando questões ao
professor, que foi refinando a forma de apresentação do livro.
Em um determinado momento, pensando grande, o professor buscou financiamento para disponibilizar massivamente de forma gratuita o material, e para tanto, transformaria o livro em pequenos fascículos, a serem distribuídos em postos de gasolina. Tal ideia também não se efetivou.
Fato é que a obra foi reescrita pensando em fascículos e está à disposição para ser lida, feito apontamentos, enfim, ser melhorada, caso seja necessário.
De qualquer forma, a obra está disponível e a ideia é que seja estudada pelo maior número de pessoas possível de forma gratuita. Além disso, o professor se coloca à disposição para discutir com quem queira o material, além de dar um suporte nos encaminhamentos que sejam necessários.
A última ideia que tivemos é publicar a obra por meio do serviço de impressão braile do senado. Para isso ser possível, necessitamos que o material seja estudado por um número maior de pessoas, além de construirmos via UNIOESTE um parecer sobre o livro, já que lá no Senado para esses materiais serem impressos, necessita de um parecer emitido por uma universidade.
Havia socializado o material com algumas pessoas, mas agora estou ampliando a lista de cópia para amadurecerm do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Damos um intervalo providencial nas crises Política, Econômica e Moral do Brasil para compartilhar uma experiência educacional bem sucedida. Voltamos a falar do trabalho do professor e engenheiro João Batista Pereira Vinhosa. É um caso que os governos deveriam avaliar, aplicar e ampliar.
Em 24 de janeiro de 2019, o Alerta Total publicou o artigo “Revolução à vista no ensino da Matemática?”, tratando de um assunto da maior relevância e de grande alcance social: a experiência de um grupo de estudos que foi formado no WhatsApp com o objetivo de promover o ensino à distância de Matemática Básica para Cegos.
A proposta inicial do grupo Entenda Matemática CVL consistia em levar, em tempo relativamente curto, pessoas que só sabiam efetuar as quatro operações fundamentais (soma, subtração, multiplicação e divisão) a dominar todos os conceitos de equações de segundo grau. Em outras palavras, o aluno seria levado do nível “zero” ao entendimento total do que realmente importa no conteúdo de Álgebra do ensino fundamental.
No artigo consta, também, que, diante do grande desafio – de Recife (PE), o professor ensinaria Matemática a um grupo de cegos de Cascavel (PR) – o provável êxito do grupo abalaria, de maneira definitiva, a reputação de a Matemática ser o vilão da Educação e de ser a grande responsável pelos altos índices de evasão escolar. Principalmente, abalaria a lenda segundo a qual a Matemática só era compreensível por pessoas inteligentes.
Nesta oportunidade, torna-se válido afirmar sem medo de errar: o êxito do grupo ficou comprovado da maneira mais categórica possível. Torna-se válido afirmar, pois o êxito do grupo ficou comprovado com a mensagem eletrônica encaminhada por um dos participantes à inúmeras pessoas e entidades que se interessam pelo ensino de matemática a cegos e a deficientes visuais.
É a seguinte a íntegra da mensagem encaminhada pelo aluno Gelcir, que, apesar de pedagogo, tinha sérias deficiências em sua formação matemática:
“Estou enviando um livro de matemática elaborado pelo professor João
Vinhosa, de Recife, estado do Pernambuco.
A ideia dessa obra é possibilitar um caminho, pelo qual seja possível a pessoa se apropriar da matemática básica.
Em meados de 2011, em pesquisas na internet, que não lembro qual era o objetivo, tive acesso a um vídeo que o professor propunha ensinar matemática para pessoas com "traumas" da matemática. Segundo o que ele afirmava, era que pessoas pulavam etapas na apropriação dessa matéria e outros problemas, que incutia na cabeça ser incapaz de aprender matemática. A isso ele chamou de trauma da matemática.
Contactei o professor via e-mail e ao obter a resposta, iniciamos um
diálogo em relação às pessoas cegas com grande lacuna na apropriação
matemática, já que isso tem sido um problema a nível de Brasil e uma pessoa com deficiência visual não está apartada dos problemas da sociedade.
A partir disso, o professor elaborou um livro, que inclusive o Enio chegou a imprimir em braile no Instituto Paranaense de Cegos - IPC.
O professor João Vinhosa buscou também por infindáveis possibilidades a publicação da obra em braile, mas sem sucesso.
Ocorre que resolvemos experimentar a proposta pensada, e por meio de ligação via WhatsApp, tirando dúvidas, também colocando questões ao
professor, que foi refinando a forma de apresentação do livro.
Em um determinado momento, pensando grande, o professor buscou financiamento para disponibilizar massivamente de forma gratuita o material, e para tanto, transformaria o livro em pequenos fascículos, a serem distribuídos em postos de gasolina. Tal ideia também não se efetivou.
Fato é que a obra foi reescrita pensando em fascículos e está à disposição para ser lida, feito apontamentos, enfim, ser melhorada, caso seja necessário.
De qualquer forma, a obra está disponível e a ideia é que seja estudada pelo maior número de pessoas possível de forma gratuita. Além disso, o professor se coloca à disposição para discutir com quem queira o material, além de dar um suporte nos encaminhamentos que sejam necessários.
A última ideia que tivemos é publicar a obra por meio do serviço de impressão braile do senado. Para isso ser possível, necessitamos que o material seja estudado por um número maior de pessoas, além de construirmos via UNIOESTE um parecer sobre o livro, já que lá no Senado para esses materiais serem impressos, necessita de um parecer emitido por uma universidade.
Havia socializado o material com algumas pessoas, mas agora estou ampliando a lista de cópia para amadurecermos ou acrescentarmos ideias e expandirmos os encaminhamentos.
Nessa semana por ligação ou pessoalmente, dialogarei sobre o material.
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A mensagem de Gelcir chama a atenção para uma indispensável mudança de rumo nos estudos do grupo.
Inicialmente, havia sido programado que – pelo fato de o conteúdo dos fascículos ser distribuído em áudio aos participantes do grupo – não seria necessário passar para a linguagem braile os fascículos digitados em word.
Porém, com o andamento dos estudos, foi constatado que, principalmente para as resoluções de equações, a impressão em braile era imprescindível.
Uma palavra final: Para que seja avaliado o nível do material didático no qual estão baseados os estudos do grupo Entenda Matemática CVL, e para que sejam feitas críticas e sugestões aos trabalhos, basta solicitar cópia do livro-texto “Matemática básica para todos” ao endereço joaobatistavinhosa@gmail.com.
Com o objetivo de facilitar o encaminhamento, pede-se que seja colocado no assunto apenas os seguintes dizeres: ENCAMINHAR LIVRO-TEXTO.
Mais fácil que isso, só aprender matemática pelo método do Vinhosa...