Sexta-feira - 17:49 - Glauber Bastos critica Decreto do Prefeito Nel e diz que o Governo Nel e Jair Bittencourt atrapalha a vida do Servidor e o comércio de Itaperuna. Assista ao vídeo Abaixo
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Uma menina de 13 anos foi morta a tiro, na madrugada desta quinta-feira, na comunidade da Coreia, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. Lanna Cristina de Menezes Soares estaria acompanhada de dois adolescentes quando foi atingida na boca.
De acordo com postagens em redes sociais, os menores teriam se apresentando na 34ª DP (Bangu), a delegacia da área, horas após a morte da menina. Não se sabe em que circunstâncias o disparo foi feito — algumas pessoas relatam ter sido um tiro acidental, mas a polícia não confirmou essa versão.
De acordo com a Polícia Civil, a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu as investigações sobre a morte de Lanna Cristina de Menezes Soares. Um adolescente foi apreendido por ato infracional análogo ao crime de homicídio. Outras diligências estão em andamento para apurar os fatos.
Fonte: Extra
Rio - Movimentos sociais e coletivos ligados à pauta antirracista realizam, nesta sexta-feira (31), manifestações em várias cidades brasileiras contra a megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha, Zona Norte do Rio. A ação terminou com 121 mortos, sendo 117 suspeitos e quatro policiais.
A mobilização ocorre simultaneamente nos seguintes locais:
Sudeste
Complexo da Penha (Rio de Janeiro): Campo do Ordem Penha - às 13h
Nova Iguaçu (Baixada Fluminense): Praça dos Direitos Humanos - 17h
Belo Horizonte (MG): Praça 7 – 17h
Vitória (ES): Prainha de Itararé – 17h
Juiz de Fora (MG): Rua Halfeld, em frente ao BB – 17h30
São Paulo (SP):Museu de Arte de São Paulo - 18h
Baixada Santista (Santos – SP): Estação Cidadania, Av. Ana Costa, 340 – 18h
Sul
Londrina (PR): Local a definir até 12h – 17h30
Florianópolis (SC): Em frente ao TICEN – 17h30
Porto Alegre (RS): Esquina Democrática – 17h
Joinville (SC): Praça Nereu Ramos – 18h
Curitiba (PR): Praça dos Andrade – 18h
Centro-Oeste
Brasília (DF): Museu da República – 18h
Nordeste
Salvador (BA): Praça da Piedade – 16h
Recife (PE): Palácio do Campo das Princesas – 16h
Fortaleza (CE): Praça da Gentilândia – 17h
Natal (RN): Shopping Midway – 17h
São Luís (MA): Praça Deodoro - 16h
Aracaju (SE):Praça Franklin Roosevelt, bairro América - 17h00
Feira de Santana (BA): em frente à prefeitura - 17h30
Norte
Belém (PA): UEPA CCSE (Telégrafo) – 17h30
Os organizadores classificam o episódio como "uma expressão da violência estatal contra populações negras e periféricas". Entre as principais reivindicações estão a abertura de investigações sobre a operação, responsabilização dos envolvidos, revisão das políticas de segurança pública e o fim da militarização das ações policiais em territórios de favela. Além de denunciar a violência, os atos também buscam prestar solidariedade às famílias afetadas e chamar atenção para o impacto da ausência de políticas públicas nas comunidades.
A convocatória pede que os manifestantes levem velas e vistam roupas brancas como símbolo de respeito às vítimas. O Campo do Ordem Penha, no Complexo da Penha, foi o primeiro local onde o ato teve início. Às 13h, moradores e apoiadores começaram a ocupar a quadra. Nem mesmo a chuva atrapalhou a concentração do grupo.
Reunidos, os manifestantes, entre eles muitas crianças e mães, cantaram um trecho da música Rap da Felicidade, que diz: "Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci. E poder me orgulhar e ter a consciência de que o pobre tem seu lugar". Eles também ergueram faixas pedindo paz.
"É um ato pacífico em relação ao massacre no Alemão. Precisamos que todos estejamos juntos, porque não é só a comunidade que sangra. Estamos todos organizados e mobilizados", afirmou Pamela Carvalho, pesquisadora das culturas negras e educadora.
Participam do ato simultâneo organizações como a Coalizão Negra por Direitos, Mulheres Negras Decidem e entidades comunitárias do Complexo da Penha e Alemão, entre elas o Instituto Papo Reto, Raízes em Movimento, Voz das Comunidades e Frente Penha.
Fonte: O Dia
A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que embasou a ação das polícias Civil e Militar na última terça-feira descreve um modus operandi adotado pelo Comando Vermelho (CV) para proteger seus chefes. De acordo com o relatório, a facção “adotou o protocolo de que as lideranças das mais diversas comunidades devem ficar homiziadas em grandes complexos”, como o da Penha e o do Alemão, na Zona Norte do Rio, ambos alvos da megaoperação, que teve mais de 100 mortos. O Salgueiro, em São Gonçalo, e a Rocinha, na Zona Sul carioca, também são citados.
O motivo da escolha é claro para o MPRJ: os locais são protegidos por “pesado armamento e barricadas”, o que garante abrigo. Mas, para além de criminosos de outros estados brasileiros, esses locais também servem de refúgio para chefes de comunidades fluminenses.
Um dos exemplos é Daniel Afonso de Andrade, o Danado, apontado como o “frente” do Morro Jorge Turco, de Rocha Miranda, na Zona Norte. Segundo a denúncia, ele está “homiziado” no Complexo da Penha, principal base do CV. Por lá, ele presta contas às lideranças locais, “arrecadando constantemente muita quantidade de dinheiro em espécie, além de exibir detalhada contabilidade com venda de farto material entorpecente”.
A Penha também é usada como abrigo por traficantes da Baixada Fluminense, como José Severino da Silva Junior, conhecido como Jetta ou Soró — com 31 passagens pela polícia — que chefia os morros do Castelar e da Palmeirinha, em Belford Roxo. Com 53 anotações criminais, por homicídio, roubo e tráfico de drogas, por exemplo, como destaca o MPRJ, Thiago Barbosa Conrado, apelidado como Taz ou TH do Rasta, chefe da comunidade do Rasta, em Duque de Caxias, também se abriga no Complexo da Penha. A função de ambos é parecida: a de apresentar a contabilidade das atividades criminosas das áreas sob seu controle às lideranças locais.
Durante a megaoperação, dos 113 presos, 33 (29%) eram de fora do estado do Rio, com representantes da Bahia, de Pernambuco e do Pará, por exemplo. De acordo com o Ministério Público, Eduardo Lisboa de Freitas, o Du Mec, apontado como gerente do tráfico no Complexo da Penha, exerce diferentes funções, que vão de gerenciar a segurança das bocas de fumo, até “intermediar a vinda de traficantes de outros entes federativos”.
Fonte: Extra