Blog do Adilson Ribeiro

Vitória – Quarta – 17:40 – Homem aperta coxa de publicitária ao lado da namorada e vítima vai atrás do agressor. Clique e saiba como aconteceu:

A publicitária disse que o intuito da publicação é alertar as mulheres e encorajá-las a denunciarem casos semelhantes de assédio, importunação sexual e agressão

 

A publicitária Cristiane Rubim, de 26 anos, usou as redes sociais para denunciar crimes de importunação sexual e agressão dos quais foi vítima durante um bloco de Carnaval, no centro de Vitória, no último sábado (2).

De acordo com Cristiane, ela estava em um ponto de ônibus quando um homem, na presença da namorada dele, apertou e passou a mão nas coxas dela.

“Lá pelas 19h, quase entrando no ônibus, um cara, de mãos dadas com a namorada, aperta e esfrega a mão na minha coxa. Gritei com ele, xinguei muito. Eles seguiram como se não fosse com ele. Ela nem viu”.

A publicitária segue o relato dizendo que ao virar a esquina, o homem olhou para ela e riu. No momento, ela diz ter sentido raiva e decidiu ir até o agressor. “Eu corri até achar ele. Cutuquei a menina e perguntei se eles namoravam. Ela disse que sim, desconfiada. Falei que ele passou a mão em mim no ponto de ônibus. Ela ficou surpresa e desconfiada. Ele disse que eu era louca”, disse Cristiane.

No momento, Cristiane diz que chegou a dar dois tapas nele. Ele, imediatamente, a agrediu com um chute nas pernas. Em seguida, a publicitária disse que o homem continuou dizendo que ela era louca e ameaçou agredi-la novamente. Após se afastar e voltar para o ponto de ônibus, Cristiane diz que o homem continuou indo atrás dela. Ela acredita que o homem não continuou as agressões devido a presença de várias pessoas no local.

A publicitária disse que o intuito da publicação é alertar as mulher e encorajá-las a denunciarem casos semelhantes de assédio, importunação sexual e agressão.

“Eu não pensei quando reagi, eu apenas não aguentei mais e tive um momento de revolta que poderia ter me custado caro. Mas não é certo que a outra opção seja apenas me calar, me sentir mal quietinha no meu canto. Só deixar passar e esperar pra que ele faça com várias outras, sabe? Não devemos nos submeter a isso, não somos públicas, não estamos ali pra servir a falta de escrúpulos dos homens. Hoje me senti muito mal. Semanas atrás foi uma outra menina. Semana que vem será outra? Não!!!! A nossa voz importa. E não vai ser calada por esse (ou qualquer outro) tipo de lixo humano”, disse Cristiane.

 

Fonte: Folha Vitória

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *