Blog do Adilson Ribeiro

Domingo – 12:20 – Especialista alerta para a dependência digital em crianças e adultos

Pessoa joga videogame: cada vez mais crianças usam aparelhos eletrônicos desde cedo

É cada vez mais comum encontrar pessoas conectadas através de aparelhos eletrônicos a qualquer hora do dia e em todo o lugar. Os videogames e as novas tecnologias à disposição trouxeram comodidade e rapidez para a humanidade, mas o problema acontece quando as pessoas vivem mais no mundo virtual do que no real.

A psicóloga Juraci Pilon alerta que a dependência digital começou na geração dos anos 2000. “Tivemos a impressão de que só estávamos evoluindo com novas tecnologias, não percebemos que também nos aprisionamos no virtual”.

A dependência digital pode acometer todas as idades, transformando crianças e adultos em reféns do mundo virtual, “autistas sociais” ou míopes cibernéticos, em uma alusão a quem enxerga o mundo sob a ótica digital.

O problema começa, de acordo com a especialista, quando as relações físicas acabam ficando escassas e o diálogo passa a ser substituído por mensagens de texto, por exemplo, ou quando a pessoa ou criança passa a viver só o mundo dos games. Aplicativos substituem os encontros no mundo real e a fantasia dos jogos substitui as relações diárias.

Convivência

“Não nos conhecemos mais, porque falta convivência. Os sentimentos estão cada vez mais sendo resumidos em emojis, as carinhas que representam como estamos nos sentindo”.

Os “autistas sociais” não sabem debater, manter conversas sobre assuntos diversos do cotidiano quando estão perante outras pessoas. O olho no olho é substituído pelo olhar baixo e a má postura que foram condicionados pelos aparelhos eletrônicos.

Os prejuízos para a dependência virtual são vários, segundo a especialista. Dentre os principais sintomas da dependência estão a inibição e o isolamento social, quando a pessoa fica restrita a convivência em grupos virtuais e tem dificuldade para se relacionar ou criar laços afetivos; a dificuldade de utilizar e compreender a linguagem falada; o receio de encarar as pessoas “olho no olho”, visto que na internet não é preciso ver o outro para ter coragem de conversar; e, por fim, a pressa para finalizar o mais rápido possível uma conversa com alguém que está a sua frente.

O que fazer?

Não é preciso radicalizar a ponto de se desfazer dos eletrônicos, até porque hoje em dia é quase impossível fazer isso, mas a psicóloga orienta que o caminho é a disciplina, que vale para todos, adultos e crianças.

Em ambos os casos, precisa haver limites de uso. “Para adultos, é preciso se concentrar nas atividades do dia-a-dia como o trabalho e ter domínio da ação que se propõe a fazer. No caso das crianças, os pais devem cuidar para que sejam ac Writing Studio gias à disposição trouxeram comodidade e rapidez para a humanidade, mas o problema acontece quando as pessoas vivem mais no mundo virtual do que no real.

A psicóloga Juraci Pilon alerta que a dependência digital começou na geração dos anos 2000. “Tivemos a impressão de que só estávamos evoluindo com novas tecnologias, não percebemos que também nos aprisionamos no virtual”.

A dependência digital pode acometer todas as idades, transformando crianças e adultos em reféns do mundo virtual, “autistas sociais” ou míopes cibernéticos, em uma alusão a quem enxerga o mundo sob a ótica digital.

O problema começa, de acordo com a especialista, quando as relações físicas acabam ficando escassas e o diálogo passa a ser substituído por mensagens de texto, por exemplo, ou quando a pessoa ou criança passa a viver só o mundo dos games. Aplicativos substituem os encontros no mundo real e a fantasia dos jogos substitui as relações diárias.

Convivência

“Não nos conhecemos mais, porque falta convivência. Os sentimentos estão cada vez mais sendo resumidos em emojis, as carinhas que representam como estamos nos sentindo”.

Os “autistas sociais” não sabem debater, manter conversas sobre assuntos diversos do cotidiano quando estão perante outras pessoas. O olho no olho é substituído pelo olhar baixo e a má postura que foram condicionados pelos aparelhos eletrônicos.

Os prejuízos para a dependência virtual são vários, segundo a especialista. Dentre os principais sintomas da dependência estão a inibição e o isolamento social, quando a pessoa fica restrita a convivência em grupos virtuais e tem dificuldade para se relacionar ou criar laços afetivos; a dificuldade de utilizar e compreender a linguagem falada; o receio de encarar as pessoas “olho no olho”, visto que na internet não é preciso ver o outro para ter coragem de conversar; e, por fim, a pressa para finalizar o mais rápido possível uma conversa com alguém que está a sua frente.

O que fazer?

Não é preciso radicalizar a ponto de se desfazer dos eletrônicos, até porque hoje em dia é quase impossível fazer isso, mas a psicóloga orienta que o caminho é a disciplina, que vale para todos, adultos e crianças.

Em ambos os casos, precisa haver limites de uso. “Para adultos, é preciso se concentrar nas atividades do dia-a-dia como o trabalho e ter domínio da ação que se propõe a fazer. No caso das crianças, os pais devem cuidar para que sejam acompanhadas e, em situações extremas, é preciso estipular um horário de uso e até fazer um acompanhamento psicológico para que não gere vícios e influenciem na vida escolar e na formação social delas.”

Fonte: Gazeta online Writing Studio

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