Blog do Adilson Ribeiro

Terça Feira 11:10h – Policias Militares podem ser proibidos de utilizar celular em serviço

Cabeça baixa, olho na telinha. Essa postura de policiais militares utilizando smartphones em serviço pode estar com os dias contados. Como adiantou a coluna ‘Esplanada’, o governador Luiz Fernando Pezão recebeu pelo WhatsApp imagens de agentes distraídos com seus celulares e, agora, o governo estuda proibir os PMs de saírem às ruas portando os aparelhos. A medida é polêmica e divide a opinião de especialistas em Segurança Pública.

Pezão enviou as fotos para o comandante-geral da PM, Coronel Wolney Dias Ferreira, e para o secretário de Segurança, Roberto Sá, que têm a missão de estudar como tratar o assunto.

O uso dos smartphones e tablets durante o policiamento ostensivo, se atrapalhar a função, já é proibido desde 2015, mas, na prática, a norma, criada pelo comandante-geral da PM à época, coronel Alberto Pinheiro Neto, não pegou.

Nas ruas, é fácil encontrar os policiais de olho no celular. Em uma pequena ronda, O DIA flagrou ontem PMs utilizando aparelhos em serviço, em frente ao Aeroporto Santos Dumont.

Segundo a Polícia Militar, as fotos de agentes que circulam no WhatsApp são antigas. “Foram registradas há mais de dois anos; as medidas disciplinares cabíveis foram devidamente tomadas à época”, informou a corporação em nota.

Os policiais, no entanto, argumentam que o uso do celular é feito mediante autorização do próprio batalhão. Hoje, o WhatsApp é apenas mais uma ferramenta de trabalho, afirmam os agentes de segurança. “A comunicação é mais rápida, podemos mandar fotos de ocorrências”, disse um PM no Largo do Machado.

O coronel da PM aposentado Paulo César Lopes, no entanto, vê uma oposição entre o uso das redes sociais e o trabalho policial, que requer atenção e vigilância. Para ele, a prática configura transgressão disciplinar e deveria ter punição severa.

Não controlar o tempo que os agentes passam no ‘zap’ causa o que o especialista em segurança chama de ‘síndrome de zumbi’. “O que mais se vê hoje é policial dentro da viatura, ar condicionado ligado, voltado exclusivamente para as redes sociais”, alertou.

“O resultado está aí: o Rio sendo objeto de Garantia da Lei e da Ordem (decreto que autoriza o poder de polícia às Forças Armadas) por falta de eficiência das forças policiais estaduais”.

Writing Studio os aparelhos. A medida é polêmica e divide a opinião de especialistas em Segurança Pública.

Pezão enviou as fotos para o comandante-geral da PM, Coronel Wolney Dias Ferreira, e para o secretário de Segurança, Roberto Sá, que têm a missão de estudar como tratar o assunto.

O uso dos smartphones e tablets durante o policiamento ostensivo, se atrapalhar a função, já é proibido desde 2015, mas, na prática, a norma, criada pelo comandante-geral da PM à época, coronel Alberto Pinheiro Neto, não pegou.

Nas ruas, é fácil encontrar os policiais de olho no celular. Em uma pequena ronda, O DIA flagrou ontem PMs utilizando aparelhos em serviço, em frente ao Aeroporto Santos Dumont.

Segundo a Polícia Militar, as fotos de agentes que circulam no WhatsApp são antigas. “Foram registradas há mais de dois anos; as medidas disciplinares cabíveis foram devidamente tomadas à época”, informou a corporação em nota.

Os policiais, no entanto, argumentam que o uso do celular é feito mediante autorização do próprio batalhão. Hoje, o WhatsApp é apenas mais uma ferramenta de trabalho, afirmam os agentes de segurança. “A comunicação é mais rápida, podemos mandar fotos de ocorrências”, disse um PM no Largo do Machado.

O coronel da PM aposentado Paulo César Lopes, no entanto, vê uma oposição entre o uso das redes sociais e o trabalho policial, que requer atenção e vigilância. Para ele, a prática configura transgressão disciplinar e deveria ter punição severa.

Não controlar o tempo que os agentes passam no ‘zap’ causa o que o especialista em segurança chama de ‘síndrome de zumbi’. “O que mais se vê hoje é policial dentro da viatura, ar condicionado ligado, voltado exclusivamente para as redes sociais”, alertou.

“O resultado está aí: o Rio sendo objeto de Garantia da Lei e da Ordem (decreto que autoriza o poder de polícia às Forças Armadas) por falta de eficiência das forças policiais estaduais”.

Fonte: O Dia. Writing Studio

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