Blog do Adilson Ribeiro

Quarta Feira – 08:55 – É impossível mudar de vida sem autoconhecimento. Clique na foto abaixo e veja mais

Defender o autoconhecimento é quase um cacoete para nós, terapeutas. Entendemos que, quanto mais mergulhado naquilo que é, maior a capacidade de realização do ser humano. Mas esquecemos de uma valorosa lição anterior a essa questão.

É bem comum receber em meu consultório pessoas com queixas difusas, um tanto repetitivas, sobre um mal estar que as acompanha. Quando convidadas a se aproximarem do motivo da perturbação, assumem uma postura de esquiva.

Algumas chegam a confessar (pouco antes de abandonarem o processo) que não gostariam de mudar. Até mesmo quando atestam como este modo de ser acarreta sofrimento.

A dificuldade manifestada aí é a do autodesconhecimento. Em suma, a nossa capacidade de revisar e avaliar crenças que nos guiam, antes de propor alguma transformação.

É impossível reestruturar a vida sem uma disposição prévia de mudança de perspectiva, sem estarmos dispostos ao compromisso do exercício. As trans Writing Studio es e que, se ainda presentes, já seríamos capazes de enfrentá-las.

Muitos se perturbam com um sentimento esquisito, como se experimentassem uma sensação de traição a estes ideais que já foram tão caros. Honrar as bandeiras orientadoras do passado não significa precisar mantê-las hasteadas – quando já não mais traduzem nosso norte atual.

Não devemos temer o vazio, a incerteza e a inquietação, pois é a partir deles que encontraremos novos recursos – muito mais pertinentes àquilo que nos atravessa hoje. O velho pode encobrir o novo, o saudável.

Nisso consiste de fato o tal autoconhecimento tão desejado. Ampliar a consciência do si mesmo é poder explorar ao máximo as possibilidades e potências que nos consagram como um ser único. Mas elas só se revelam quando olhamos para dentro, norteados pela máxima socrática do “só sei que nada sei”.

 

Metrópoles Writing Studio

Um comentário sobre “Quarta Feira – 08:55 – É impossível mudar de vida sem autoconhecimento. Clique na foto abaixo e veja mais

  1. Mouraci Stephen Carecho

    ASSIM COMO PENSA EM SEU CORAÇÃO…assim será.

    Um jovem rico, piedoso e observante dos mandamentos encontrou-se com Jesus. Chamou-o “Mestre” e desejava possuir a vida eterna. Para conseguir essa meta observava os mandamentos com perfeição. Jesus o olhou com amor e, então, pronunciou o convite exigente: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me”!
    Marcos 10:17

    O sujeito não é um objeto novo inventado de um amontoado de carne crescida naquelas poucas horas que se foram. O sujeito é sim produto de uma épica sucessiva e cumulativa cadeia de múltiplos atributos divinos (estados de ânimos) que remonta os tempos e que nele se manifestam, expressando, nesse momento atual, um fenômeno que por falta de melhor argumentação humana foi denominado vida.
    A história de um sujeito não começa naquele dia em que ele nasceu. O cara já nasceu um livro com páginas cheias de histórias. Quando o sujeito mira no espelho está vendo atributos de Deus que se manifestam desde os seus pais, avós, bisavós, e mais, e mais, e mais longe. O sujeito jamais vai conhecer a si mesmo porque a sua memória não está habilitada para buscar tão longe quanto vai a sua história real. A memória do sujeito é própria para operar passado apenas recente ao ponto suficiente de habilitá-lo para refletir e perceber os atributos de Deus que nele ora estão se expressando.
    Se o próprio sujeito não foi adequado para o livre e espontâneo acesso ao seu remoto passado, não serão terceiros interessados aqueles mais adequados para tal tarefa. Fato é que o dever de um sujeito se resume em ater-se aos poderes de Deus que nele se expressam e que são potenciais latentes prontos para habilitá-lo em sua jornada.

    Um cão não se atreve saltar de uma laje porque tem a perfeita percepção do perigo à espreita. O cão não salta porque confia na sua própria percepção, isto é, o cão não tem “riqueza de conhecimentos” adquiridos e por isso a sua intuição atua com perfeição e nela o cão confia. Em outras palavras, o cão, de fato, confia em Deus. O homem se enche de crendices e a sua real percepção falha ao ponto até mesmo de não deixá-lo perceber o real perigo. O homem vacila em sua relação com a voz interior, ou seja, o homem não confia em Deus.

    A metáfora bíblica acima mostra bem esse contexto. Não se trata da narrativa de uma conversa entre um jovem cheio de tesouros e a pessoa física de um filho de Deus. Jesus Cristo na verdade significa estados de ânimos que habitam no sujeito e que tem poder divino, ou seja, os verdadeiros filhos de Deus. No fundo, são esses estados de ânimos aqueles tais pobres citados, aos quais de fato se deveria dar o devido valor real e atenção e não ao conteúdo de crendices como normalmente fazem as pessoas. O simbolismo do jovem rico faz referência a qualquer sujeito atual, despido do seu remoto passado. A riqueza do jovem diz respeito ao tal patrimônio de crendices e conhecimentos adquiridos por meio das informações de todo o tipo, isto é, um intelecto repleto de valores humanos sem efeitos práticos, enquanto que os verdadeiros poderes de Deus jazem obstruídos pelo falso intelecto. O simbolismo de “vender tudo o que tem” é justamente para enfatizar o devido valor que se deve dar aos atributos de Deus no sujeito, isto é, exaltar Deus em si mesmo. Por exemplo: enquanto aquele medíocre confere poderes aos vírus, bactérias e doenças, o homem que confia em Deus reconhece o real poder do seu sistema imunológico. Em outras palavras,ter medo de doença é se predispor a adoecer.
    Acreditar em Deus é tarefa fácil e não implica em qualquer esforço interior. É como acreditar que o Pelé pode voar por si até a Lua. Basta dizer que sim sem o comprometimento de provar a proposição. Por outro lado, confiar em Deus implica num ato interior de coragem porque envolve renúncias de diversas naturezas.

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