Aplicada em voluntários, fórmula combina dois anticorpos naturais e deixa o vírus em níveis praticamente indetectáveis. Terapia poderá acabar com a necessidade de ingestão diária de medicamentos, um dos grandes obstáculos do tratamento da Aids
Considerados um avanço no tratamento da Aids, os antirretrovirais têm, entre os obstáculos, a necessidade de o paciente seguir uma rotina diária de ingestão de comprimidos, sob o risco de ser acometido pelas complicações da infecção.Para tornar o tratamento mais simplificado, pesquisadores americanos estudam uma abordagem imunoterápica que, com três injeções de anticorpos ao longo de seis semanas, conseguiu suprimir o HIV por até sete meses e meio. Os resultados promissores em humanos foram publicados nas revistas britânicas Nature e Nature Medicine.
A terapia utiliza as moléculas 3BNC117 e 10-10 Writing Studio m cenário extremamente positivo, teríamos a possibilidade de dar uma vacina anual no paciente, o que seria mais cômodo, garantindo um período extenso sem correr riscos”, cogita.
O médico brasileiro, porém, pondera que o estudo precisa ser aprofundado e que uma das futuras limitações poderá ser o custo do medicamento. “Esse tipo de anticorpo geralmente tem um preço alto, e isso poderá dificultar um pouco o uso mais amplo”, explica. “Outro ponto é que precisamos analisar um número maior de pacientes, pois, como disseram os autores da pesquisa, o vírus varia bastante. Isso faz com que a resposta possa ser distinta em alguns pacientes.”
Palavra de especialista
Maior tempo de recuperação
“Sabemos que é necessário analisar mais tratamentos com esses anticorpos e que grupos de estudo maiores precisam ser testados. Como são procuradas estratégias para atingir o reservatório, é encorajador saber que bNAbs fornecem uma arma útil no arsenal de ferramentas de controle viral. Além disso, se for constatado que um coquetel dessas moléculas pode atuar como substituto temporário para o tratamento padrão, esse tipo de ‘feriado de drogas’ poderia proporcionar às pessoas tempo de recuperação da toxicidade induzida pela terapia antirretroviral”
Nancy L. Haigwood,
pesquisadora do Departamento de Patologia e Imunologia da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon (EUA)
“A expectativa é de que essas novas variantes tenham meia-vida três a quatro vezes maiores. Dessa forma, poderemos ser capazes de dar os anticorpos uma ou duas vezes por ano”
Fonte: correiobraziliense Writing Studio
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