Com muitos relatos de assédio sexual em ônibus e até com prisão de quem comete esse crime, mulheres saíram em defesa da instalação do botão do pânico dentro dos coletivos.
A advogada criminalista Hândala Rocha, 26 anos, é a favor da ferramenta. “É uma situação ultrajante e nós mulheres não podemos nos calar. O botão do pânico seria uma solução prática.”
Embora destaque que a conscientização e a educação são as melhores alternativas no enfrentamento, inclusive começando o combate no ensino infantil, a professora de inglês e integrante do coletivo musical BatuQdellas, Rafaella Machado dos Santos, 32, disse que o botão pode ser opção.
A universitária Giovana Bicalho Bisi, 20, também é favorável, mas diz que é preciso estudar em quais lugares o dispositivo seria instalado e se seria, de fato, efetivo.
A advogada criminalista e membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-ES, Gizelly Bicalho, 27, ressaltou que tudo que é feito para ajudar é ótimo. “Mas é preciso analisar como será implantado, quais são as circunstâncias.”
Opinião semelhante tem a advogada e membro da Comissão da Mulher Advogada da OAB-ES, Vanessa Santa Bárbara Rodrigues, 43.
“Todas as medida Writing Studio poderia ser uma opção, embora não seja a única.”
A advogada criminalista Letícia Bortolotti, 26, também entende que é um instrumento importante, mas teria de ver como seria a aceitação das pessoas.
A Ceturb/ES informou que a implantação requer uma discussão com a participação de todos os setores envolvidos, pois vários aspectos devem ser considerados.
Em Belo Horizonte, o equipamento será instalado nos ônibus e vai ser acionado pelos motoristas.
Fonte: Tribuna online Writing Studio