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Sexta-feira – 14:30 – MPF quer prisão e afastamento de diretor da Vale. Clique na imagem para mais informações:

O Ministério Público Federal recorreu de decisão judicial que indeferiu pedido de prisão do diretor de Ferrosos e Carvão da Vale, Peter Poppinga, alegando que há risco à ordem pública e econômica e de fuga do Brasil, após o rompimento da barragem de Brumadinho (MG), em 25 de janeiro, segundo documentos vistos pela Reuters.

É a primeira ação contra um executivo do alto escalão da empresa após a tragédia em Brumadinho, que vitimou mais de 300 pessoas, entre mortos e desaparecidos, reportou mais cedo o jornal Folha de S.Paulo, ao revelar o pedido de prisão, que estava em sigilo de Justiça.

O órgão também quer o afastamento do executivo da Vale, dentre outras medidas cautelares, segundo os documentos.

“Em suma, entendeu o Ministério Público Federal que Gerd Peter Poppinga representava risco às ordens pública e econômica e que sua liberdade poderia trazer prejuízos à aplicação da lei penal”, disse o procurador da República Gustavo Oliveira, no contexto do recurso, impetrado em 11 de fevereiro.

O executivo já era diretor de Ferrosos da Vale há pouco mais de três anos, quando houve o rompimento da barragem da Samarco (joint venture da Vale com a anglo-australiana BHP), em Mariana (MG), que deixou 19 mortos, centenas de desabrigados e poluiu o rio Doce, no maior desastre ambiental do Brasil.

“Poppinga, mesmo tendo sido denunciado por graves crimes relacionados ao Caso Samarco-Mariana, continuou na Diretoria Executiva de Ferrosos da Vale (controladora da Samarco), governando a produção de minério de ferro”, disse Oliveira.

Segundo o MPF, por razões que ainda devem ser profundamente investigadas, “mas que certamente perpassam pela diretoria de Ferrosos da mineradora, a Vale deu causa ao rompimento da Barragem 1”, em Brumadinho, que deixou mais de 300 vitimados, dentre mortos e desaparecidos.

Ao negar o pedido de prisão, em decisão no início de fevereiro, o juiz federal Eduardo Henrique Lauar Filho disse que não havia “elementos concretos que demonstrem o perigo à garantia da ordem pública”.

O juiz também afirmou que o MPF “se limitou a fazer ilações genéricas, alegando que o mero fato de Gerd Poppinga continuar comandando a área de ferrosos da Vale oferece risco à ordem pública e à ordem econômica”.

Abordando especificamente o pedido para que Poppinga fosse afastado da Vale, o juiz entendeu que “não há elemento novo e concreto que possa, sob o crivo dos princípios da razoa Writing Studio go ocupado por administradores de uma empresa.”

Na véspera, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou habeas corpus a oito funcionários da Vale presos desde a semana passada por, segundo decisão judicial, terem conhecimento dos riscos na barragem que se rompeu em Brumadinho.

(Por Marta Nogueira)

Fonte: Extra/Reuters. Writing Studio

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