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Itaperuna Domingo 14:01 – A Arte de fazer política. Veja abaixo:
Em tempos conturbados e de futuro incerto, o bom senso, o uso exacerbado da racionalidade, a sabedoria e o auto domínio de saber o momento certo de se omitir de qualquer comentário poderá ser a arma perfeita e fatal para se abater o maior dos inimigos: a ponta do chicote, que insiste no e Writing Studio o conseguem se sustentar, traídos pela própria luxúria do poder que cega e tira qualquer possiblidade de um raciocínio pautado na lógica, na realidade, e longe das viagens transloucadas como se o poder fosse eterno, e que nenhuma punição há para os que não observam as regras deste mesmo poder?
A arte de fazer política… Será utópica, ou será mesmo possível num cenário onde até hoje o picadeiro se revelou o mesmo e até mesmo os personagens não sofrem mutação, alterando apenas os protagonistas dos papéis principais?
São perguntas em profusão, sem uma resposta exata e precisa, mas de concisa, só a conclusão de que os sobreviventes terão sempre um trunfo na manga que justifica sua sobrevivência ou o seu êxito: “o direito de ficar calado.” Abrir a boca só quando tiver certeza absoluta, e ainda ser cônscio de que nem saber implica na obrigação de emitir uma prédica.
Mas então o que fazer, se política envolve a habilidade de concatenar ideias e dar vida à elas através de uma boa exposição verbal?
A resposta para isto se chama tempo. Sim, a noção exata de quando verbalizar as suas intenções e pontuar cada parágrafo falado em consonância com o ambiente em que este será externado.
Não é por acaso que um texto bíblico alerta: “Provérbios 10: 19. Na multidão de palavras não falta transgressão; mas o que refreia os seus lábios é prudente.”
Penso que a arte de fazer política será possível quando os homens contextualizados neste mundo tão hostil aprenderem que há momento para discurso, mas há momento para se recolher até que o próprio tempo diga: “Chegou a sua vez. Abra a boca porque todos querem ouvir o que você tem a dizer.”
Sem esta sincronia, o risco de uma balbúrdia sem precedentes é latente.
Se o futuro é incerto, o certo é tratar o presente com a cautela que ele requer.
*Lael Santos é poeta, membro da Academia Itaperunense de Letras; Comunicador de Rádio; Blogueiro; Diretor do Instituto de Pesquisa Opinião-Pesquisa & Marketing; Criador e Intérprete de Personagens Cômicos do Rádio; DJ; Integrante do Departamento de Comunicação da Secretaria de Saúde de Itaperuna; Filósofo e Livre Pensador;
Teólogo; Jornalista; Membro da Ordem dos Músicos do Brasil; Membro da SPA – Sociedade Portuguesa de Autores; Escritor de vários ensaios publicados, e em fase de finalização a publicação de duas grandes obras a serem lançadas em 2019: “Para quem ainda acredita no amor…” e “Reflexões de uma Mente em Transformação.


O TEMPO NÃO CONSERTA AS COISAS…apenas consola para não tornar inútil uma meia caminhada.
Confeitarias existem muitas, assim como também são incontáveis os confeiteiros. Em princípio, a confecção de um bolo bonito e saboroso exige arte e talento. Ocorre que um princípio, em si, isolado dos elementos de suporte, não é capaz de impor uma realidade.
É bem verdade que arte e talento são indispensáveis para um bom confeiteiro. Entretanto, nem mesmo o maior grau de competência permite que o confeiteiro anule os efeitos da má qualidade dos ingredientes.
O sistema econômico é governado por um sistema financeiro criminoso em sua raiz, de modo que é matematicamente impossível haver harmonia nas relações econômicas quando circulam, em espécie, apenas 4% do somatório total da produção mundial. A título de comparação, no antigo Egito os faraós destinavam 10% da produtividade para as classes inferiores.
Quando se estabelece a ordem de circular em dinheiro vivo apenas 4% da soma do trabalho humano, automaticamente se cria um espectro de ações humanas que vai oscilar entre a pior atitude até a mais nobre delas. Essa estrutura já impõe a prática de todos os tipos de institutos compondo um sistema social, do bandido ao mais honrado, em que todo o tipo de atividade se torna um ramo de negócios, porque jamais acontecerá do dinheiro físico alcançar simultaneamente mais do que 20% da população. O sistema financeiro funciona como banheiro coletivo de pensão, ou seja, independentemente do tipo de necessidade, cada qual tem de esperar pela sua vez ou burlar a fila de espera quando por motivo de força maior.
Por isso é que em todo o mundo, qualquer tipo de pessoa pode exercer cargo político, com ou sem competência, porque não vai fazer diferença o seu desempenho parlamentar. O cobertor será eternamente curto.